Entre Jun/2009 e Set/2013 as Famílias ajustaram-se rapidamente à nova realidade financeira trazida pela crise, as Empresas depois de um forte crescimento estancaram (ou foram obrigadas a estancar) o recurso à dívida e o Estado endividou-se de forma crescente.
A dívida total deste três agregados rondará os 680 mil milhões de euros (415% do PIB), ou seja, seriam necessários 4 anos de riqueza nacional para pagar toda esta dívida!
Vejamos as imagens gráficas:
Dívida das empresas
Dívida das Famílias
Dívida Pública
As famílias portuguesas decididamente e de forma notável foram os atores que mais rapidamente reduziram a sua dependência face ao crédito. Segundo os dados a sua dívida é inferior ao PIB nacional (97%).
Para estes dados muito tem contribuído uma maior dificuldade de acesso ao crédito (+caro e +curto), o encurtamento dos orçamentos familiares, o aumento da taxa de poupança ao invés de canalizar recursos para o consumo ou investimento em bens duradouros e recorrer ao crédito, mas estamos em crer que haverá muitos casos de maior consciência na gestão financeira familiar. Esta será agora mais planeada, ponderada, responsável e, por isso, preparada para incerteza dos tempos vindouros.
As empresas, numa primeira fase de resposta à crise, tal como o Estado, endividaram-se fortemente procurando sobreviver no paradigma em que viviam até aí, tendo estancado essa opção com o pedido de ajuda externa. Foram aqui obrigadas a encontrar outras fontes de financiamento (exportações) e/ou a reduzir custos, sendo que muitas outras acabaram por declarar falência.
Quanto ao Estado é a história que já conhecemos e que não vamos aqui voltar a dissecar (Bancos; BPN; PPP's; despesa descontrolada; desorçamentações; orientações europeias; crise global; etc.).
Fonte (gráficos): Jornal de Negócios online (28/Janeiro/2014),
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