A propósito do mais recente
Orçamento de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa destacou que a política é muita
das vezes a arte do possível.
Esta afirmação é apenas
mais uma caraterizadora
daquela que tem vindo a ser a sua postura. Uma postura conciliadora e
agregadora, que visa congregar uma sociedade devastada pelos sucessivos
atos de
divisão que nos foram infligidos direta ou indiretamente nos últimos
anos. Avisando por um lado que é preciso fazer mais, mas por outro dando
nota das dificuldades em fazer mais e melhor
A arte do possível em política é
um posicionamento extensível à maioria decisões, sejam elas impregnadas
de mais ou menos racionalidade.
Deste ponto de vista, a política apresenta-se
como uma espécie de gestão de uma manta curta numa cama, sempre maior do que o
tecido disponível para a cobrir.
Em política, do ponto visto de quem detém o poder executivo, é difícil
acorrer a todas as situações e mais do que isso satisfazer todos os
interessados. Nunca se agrada a todos.
Há sempre novas necessidades a suprimir ou
a suprimir melhor. Resta aos políticos trabalhar afincadamente na melhor alocação
dos recursos e isso faz-se para lá dos trabalhos meramente técnicos com recurso à discussão/confrontação política.
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