quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Pedalar a sua própria bicicleta...


A todos os indivíduos que perdem tempo a especular ou a a emitir públicos pareceres sobre a vida dos outros, o melhor conselho que lhes posso deixar é que foquem a sua atenção na pedaleira da sua própria bicicleta!

Só assim o seu próprio mundo e o Mundo em sentido lato pulará e avançará!

A propósito, para levantar a moral dedico-lhes Bicycle Race dos meus muito estimados Queen.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Reflexão do dia..


Existe a "necessidade de reforçar a dignidade da pessoa humana. O debate marcadamente técnico e económico corre o risco de reduzir o ser humano a uma mera engrenagem dum mecanismo que o trata como se fosse um bem de consumo a ser utilizado. E que é descartado quando não é mais útil a esse sistema."

Papa Francisco
Parlamento Europeu
25 Nov. 2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Grafismo de um país reformista...



«É preciso que alguma coisa mude, para que tudo fique na mesma».

Giuseppe Tomasi di Lampedusa
em O Leopardo
 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Máxima do dia..


“Quando tudo parece estar contra si, lembre-se: o avião levanta voo contra o vento, não a favor”.

Henry Ford

sábado, 1 de novembro de 2014

A defesa do Interesse Nacional


Aprendi nos bancos da faculdade, o que este conceito significa na perspetiva da diplomacia económica (política externa), e que é trazido à colação quando estão em causa setores económicos, empresas ou negócios estratégicos para o país e que, mesmo sendo do domínio privado, extravasam pela sua importância essa esfera desaguando no domínio do interesse público nacional.

Não tendo qualquer pretensão de maçar alguém com a perspetiva académica, aos interessados recomendo, p. e., a leitura do livro «O olhar de Leviathan» de António Marques Bessa, o qual explica bem a mecânica inerente ao conceito.

Por cá alguns românticos que dão vida à governação nacional, acham que deve(m) ser sempre o(s) mercado(s), os privados, a resolver todos os seus problemas e que reguladores estarão em cima de cada gesto a supervisionar e suprir as falhas (apesar de qualquer cidadão hoje, minimamente informado saber que isto não é verdade). Mesmo em setores/negócios/organizações estratégico(a)s para país, independentemente dos interessados e/ou origem do suporte financeiro, entendem que devem ser única e exclusivamente os mercados prevalecer.

Mais do que romântico e um excesso de liberalismo, esta visão como regra absoluta parece-nos errada. Desde logo porque países referência em matéria de economia aberta, que respeitam o mercado e nos quais o Estado não pretende interferir nos negócios, não deixam de defender com garra, sentido estratégico, capacidade de influência e de sobrevivência determinados interesses, que embora sejam privados total ou parcialmente, têm uma importância tal na economia do país que o Estado não deve deixar de olhar por eles, de agir em função daquilo que é o interesse coletivo ou, mais profundamente, de agir em nome do Interesse Nacional.

Quem resolve as falhas, ineficiências e erros de mercado?

Será que no limite não interessa, p. e., ao Estado tomar posição quando temos uma aquisição no setor da saúde ou do abastecimento de água que tem por base um fundo financeiro abutre, para o qual apenas interessa a maximização absurda do lucro mesmo que isso comprometa o serviço e fim da organização a médio prazo? Ou será que a aquisição de um determinado negócio por detentores de capital com origem duvidosa, deve ser também indiferente?

Uma coisa é certa, muitos Estados, nomeadamente europeus, parecem compreender na plenitude e defendem com unhas, dentes e com todos os meios que puderem este Interesse.
Depois de alguns factos e questões, clarificando, defendemos o cultivo por parte do Estado de uma capacidade de influência e de alinhamento de interesses privados (e por vezes também públicos) heterógenos, tendo em vista o benefício do  interesse coletivo do país, nunca se substituindo ou capturando os interesses privados.

Admitimos que é um equilíbrio difícil de fazer, mas é possível.

Dando novo exemplo, temos a questão do transporte e exportação de energia da península ibérica para a restante Europa. É verdade que Portugal terá feito trabalho de campo, foi à luta (uma das poucas vezes que este Governo o fez a nível das instituições europeias), mas outros estados mais treinados, habituados a estas andanças da defesa do Interesse Nacional e outro poder (leia-se no caso a França) deram a volta ao texto saindo (também eles) vencedores.