Em primeiro lugar, importa referir que a postura refletida neste post nada tem que ver com a opção e discurso seguido pelo último governa, nem tão pouco vem apelar ao regresso ao passado luso, no qual os portugueses faziam esforços, esses sim, colossais para realizarem despesas e pouparem para o seu futuro e de seus filhos.
Voltando aos tempos presentes, a recente crise e os excessos de duas décadas, obrigaram os portugueses a adotar uma postura diferente em matéria de despesas correntes e investimentos familiares. Uns mais do que outros, por consciência ou obrigação (por não terem alternativa), fomos obrigados a olhar para os tostões e dar-lhe mais valor.
Voltando aos tempos presentes, a recente crise e os excessos de duas décadas, obrigaram os portugueses a adotar uma postura diferente em matéria de despesas correntes e investimentos familiares. Uns mais do que outros, por consciência ou obrigação (por não terem alternativa), fomos obrigados a olhar para os tostões e dar-lhe mais valor.
Surpreendentemente, depois de tudo aquilo que vivemos em tempos de crise e aperto financeiro (que em certa medida ainda hoje vivemos), mas sobretudo pelo futuro incerto que se avizinha, fico estupefacto com a tacanha admiração que algumas pessoas (cigarras) demonstram perante alguém (formigas) que mantém as finanças em dia, que contabiliza as suas receitas e despesas e que elabora um orçamento para melhor gerir os seus dinheiros!
Meus amigos, isto é o primeiro passo. Quem não tem esta informação e disciplina não tem nada. Vive na ignorância financeira e expõe-se a desagradáveis dissabores.
Nos dias que correm, em que a eficiência na afetação de recursos é essencial, termos dados orçamentais, económicos e financeiros da economia familiar, ajuda-nos a melhor consumir, investir, poupar e preparar o futuro.
Posto isto, vamos à fina aplicação da fábula que dá o mote a este post..
As cigarras ignoram a experiência passada, nomeadamente a recente, vivem no limite das suas possibilidades ou mesmo para além delas. Não fazem, não querem fazer e até têm raiva das formigas por estas fazerem contas e retirarem dividendos dessa opção.
As formigas tratam da sua casa, da sua alimentação, entre outros bens e serviços que as cigarras preferem contratar a terceiros e, acima de tudo noutros aspetos mais decisivos, não dão ouvidos às cigarras e não olham aos seus maus exemplos.
As formigas levam uma vida boa, completa, estável, na continuidade, preocupam-se com a eficiência na aplicação dos recursos que têm à sua disposição e acabam por ter tudo o que as cigarras alcançam atabalhoadamente e consequências, não raras vezes, nocivas.
As formigam normalmente acumulam e emprestam às cigarras, para que estas satisfaçam os seus luxos e excessos e, por outro lado, colmatem a sua má gestão.
As cigarras queixam-se da má sorte, da crise e outros problemas, tendem a criticar o comportamento das formigas e irritam-se quando constatam que as formigas fazem uma vida igual ou melhor do que a sua, mas com um consumo de recursos inferior e mais sustentável!
Portanto, é importante consumir e investir com rigor. Paralelamente é fundamental poupar (consumo e investimento futuros) para si, para os seus descentes e com essa poupança ir buscar rendimento adicional ao longo dos tempos investindo essa poupança.
Seja formiga. A sua economia e a do país agradecem!!
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