terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Sobre determinada malta que apaga blogs..


Há dias dei-me ao trabalho de revisitar uma localização eletrónica que alojava um blog sobre moda e outras tendências, mas também (se não fundamentalmente) de escárnio e mal-dizer, tudo isto a coberto da sacro-santa liberdade de expressão, que a sua contribuidora acenava na sua trincheira à primeira investida.

Até aqui tudo bem, salvo um pormenor. O blog tinha-se esfumado!

Pois bem, para ir direito ao assunto e evitar rodeios, a dita contribuidora alimentava-se de cenas do dia-a-dia, envolvendo estranhos, mas essencial, e quase patologicamente cenas da vida real envolvendo familiares, amigos, amigos dos familiares ou amigos dos amigos.

Nesse jornal da caserna vomitava todo o fel que lhe preenchia(e) as entranhas, todo o azedume, dor de corno e malvadez que a preenchiam(em).

Aquilo que não tinha coragem de assumir se não de outra forma, era assim trazido à luz.

A segunda vertente patológica deste comportamento, é que a criatura fazia depois questão de se sentar à mesa (e ainda faz nalguns casos) desses mesmos inspiradores para o vomito, convivendo com eles como se nada se passasse e até, imagine-se, como se fossem por si apreciados e estimados.

Para terem uma ideia, normalmente a reles criatura para se referir a seus pais utilizava a expressão "progenitores" e "miseráveis", vejam bem a qualidade semântica que fica reservada ao sangue que a pariu.

Acontece, como a vida dá muitas voltas, o mundo é pequeno e tudo se sabe, dois mentecaptos (como por si eram denominados) levantaram o véu e começaram a espreitar com alguma regularidade para dentro de blog, a fazer as devidas associações/leituras e foram rápidos a chegar a conclusões.

Como nas estórias, o tempo foi passando, com muito vómito à mistura e os mentecaptos assobiando para o lado como se nada fosse, relevando, fazendo um esforço para ver as coisas que lhes diziam respeito em perspetiva, até que chegou o dia em que a ignição se deu e a bolha estoirou. E aí foi o cabo dos trabalhos. A visada fugiu como uma enguia às suas responsabilidades, negando toda e qualquer responsabilidade e contra-atacando com a diminuição da sua liberdade de expressão.

Dado o comportamento esquivo e a reação agressiva da referia estalou o verniz, de tal forma que nunca mais colou.

Apesar do subreptício ato eliminação de tal blog, o pior é que esses editores de vão de escada se esquecem que há formas de o tempo salvar esse brilhante acervo e de o manter a salvo de intempéries e outras tormentas.

Se vos cheirar a esta vil serpente, mudei sempre de passeio e não se deixem enredar por seus encantos, pois provarão, mais cedo ou mais tarde, o veneno de quem não sabe perder!

Já agora, a fechar, porque não o tinha dito e só para enquadrar, essa contribuidora era familiar dos mentecaptos!

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