quinta-feira, 26 de novembro de 2015

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A má moeda..

 
A má moeda faz-se esperar, marca o compasso da incerteza. Prolonga-a colocando sempre em terceiros o ónus do seu avolumar.
 
A má moeda ignorado os mecanismos da escolha democrática e aquilo que consta dos textos fundamentais, refugia-se nos seus próprios conceitos, na sua forma muito própria de ver o mundo, nos costumes, procurando moldar o mundo que o rodeia de acordo com sua tacanha visão.
 
A má moeda diferencia-se da boa através de tabus, de recadinhos e indiretas.
 
A má moeda, lembra com cinismo: eu avisei.
 
A má moeda viaja em representação, batendo palminhas e esperando vassalagem, enquanto o representado, contados 42 dias de um importante ato eleitoral, aguarda por definição política.
 
A má moeda utiliza conforme sua conveniência argumentos de estabilidade e de confiança interna e externa.
 
A má moeda não toma decisões, a menos que seja forçada ou toma-as na certeza que tais decisões as beneficiarão.
 
A má moeda espera, sabe ser calculista, deixa como que apodrecer a situação para depois surgir como purificadora/salvadora.
 
A má moeda anda nos bolsos lusos há mais de 30 anos, disfarçada de boa moeda, desfertilizando o terreno por onde boa moeda procura florescer e prosperar.
 
A boa moeda reconhece-se e diferencia-se da má moeda.
 
Em breve, essa má moeda sairá de circulação, esperando-se que progressivamente todo o sistema se regenere e liberte definitivamente da teia que o maniatou.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

10 de novembro de 2015 | Governo PSD-CDS rejeitado pelo Parlamento


Este dia ficará marcado como o dia em que a democracia portuguesa experimentou novos terrenos e, quiçá, entrou numa nova era.

O caminho é tortuoso e encerra inúmeros perigos e desafios mas, quanto a nós, tem como principal mérito abanar a ideia de democracia baseada nos costumes, alternâncias, partidos do arco da governação e figuras afins que se vieram a consolidar nos últimos anos.

Se o caminho será errado ou não, positivo ou não e qual a relação custos-benefícios no curto prazo e, fundamentalmente, no longo prazo, julgamos que ninguém conseguirá ter uma posição definitiva no dia de hoje.

É natural que as partes envolvidas, principalmente os cidadãos portugueses, estejam receosas, mas uma coisa temos de aceitar, os mecanismos da democracia estão a funcionar e temos de estar preparados para quebrar o status quo e encarar o futuro político de forma diferente e (acrescentamos nós) mais interessante.