sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Empreender

ntentar; levar a efeito; dar princípio a (uma empresa).

"empreender", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/empreender [consultado em 27-09-2013].
ntentar; levar a efeito; dar princípio a (uma empresa).

"empreender", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/empreender [consultado em 27-09-2013].
ntentar; levar a efeito; dar princípio a (uma empresa).

"empreender", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/empreender [consultado em 27-09-2013].

Empreender, uma palavra que em si mesmo intui movimento, um certo balanceamento conducente a algo ainda desconhecido que queremos conhecer e nos sentimos capazes de abraçar.

Significa a densa e enérgica canalização de todas as forças no sentido de concretizar algo que achamos possível ou ser capazes de realizar; utilizar todos os meios e faculdades que somos capazes de reunir tendo em vista a prossecução de uma determinada meta ou caminho em que acreditamos e que queremos atingir/seguir.

Nada nos pode dar mais gozo e ser simultâneamente mais estimulante do que o voo solto, sem garantias, sem qualquer mão protetora para lá da nossa própria razão, intuição ou sagacidade para antecipar más escolhas ou caminhos e de seguir aquelas/es que são mais razoáveis. E empreender é isso mesmo. Qual pássaro que salta do ninho pela primeira vez, sem saber se as asas de que dispõe serão suficientes fortes e muito menos sagazes para atingir o primeiro galho.


Desde cedo tivemos de conviver com essa dita mão protetora, tentacular, que nas suas diversas facetas nos puxa para a sua órbita e nos quer sob o seu domínio, por mais que lutemos pelo caminho inverso, insiste em não deixar viver, quanto mais sonhar. Castradora. Talvez por isso,por não nos revermos nela, por não ser fácil nos dias que correm como desejamos arranjar substituta duradoura, tenhamos alguma aversão acumulada à figura e se anseie que a espécie de angústia termine às mãos de uma sede empreendera que pretendemos saciar.
ntar; levar a efeito; dar princípio a (uma empresa).

"empreender", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/empreender [consultado em 27-09-2013].
ntentar; levar a efeito; dar princípio a (uma empresa).

"empreender", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/empreender [consultado em 27-09-2013].
ntentar; levar a efeito; dar princípio a (uma empresa).

"empreender", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/empreender [consultado em 27-09-2013].

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

(Des)Harmonia



Nota-se alguma falta de harmonia nesta alargada luta pela (sobre)vivência que nos vai trespassando de norte a sul.

Não nos alegra as manhãs saber que vivemos num país onde a maioria das pessoas sobrevive ou vive de forma bem diferente daquela como já viveu, aspirava ou merecia viver. Pior do isso, onde reina a incerteza e confusão sobre o futuro criada ao ritmo de soundbytes que desnorteiam ainda mais quem se quer reencontrar.

Muitos portugueses estão condenados à miséria ou à pobreza silenciosa e tentacular que os vai invadindo e ainda outros à diminuição acelerada do seu bem-estar/qualidade de vida, porque por simplesmente as oportunidades para muitos novos e velhos estão aqui fora de questão ou porque os elevadores sociais há muito deixaram de lhe abrir as portas.

Todo este desarranjo alargado, cruel, castrador, transporta um clima de ausência de harmonia. A esmagadora maioria teve/têm de se habituar a viver de forma diferente contudo, apesar desta certeza alargada, os impactos individuais estão ainda a ser processados/digeridos por cada um, ao mesmo tempo que está a emergir uma espécie de nova ordem social.

Até ao alcance de um novo fine tunning, não sabemos se melhor ou pior, vai-se convivendo neste clima de ausência de harmonia, em que cada um procura reencontrar o seu lugar, o seu novo equilíbrio/ritmo, esquecendo quezílias vãs e procurando abandonar um regime de competição doentio e sem regras em nome da (sobre)vivência.

Esperemos que nova ordem social, independentemente das perdas materiais presentes e futuras, possa afirmar-se como um enquadramento mais propício à felicidade, à democracia, à prosperidade e a um estado de direito e de meritocracia reforçados.