segunda-feira, 31 de março de 2014

Pobreza = 0; Desigualdade = 0; Equidade = 10; Orçamental >1000


O título deste post é esquisito? Serão resultados? Classificações? Qual o seu significado?
 
Pois bem, nada mais simples e indicativo. Os valores contidos no título reportam-se ao n.º de vezes que as expressões são utilizadas pela Comissão Europeia em mais mil páginas de relatórios e análises, realizadas nos últimos dois anos, sobre o caso português!

Pasmado? Se calhar nem por isso, pois são apenas milhões de palavras articuladas em forma relatório e análises, muitas vezes enfadonhos que pouca gente ou ninguém lê. No entanto, não podemos deixar de lhe atribuir o significado merecido. Estes, dão-nos, pelo menos, a prespetiva das preocupações que estão presentes na mente de quem ordena a sua elaboração, as preocupações que toldam os responsáveis europeus. 

Estes dados mostram que os decisores estão decididamente de costas voltadas para o espelho na realidade que vamos vivendo.

Primeiro os números e os rácios, depois
os números e os rácios, depois ainda

os números e os rácios... os eleitores... as pessoas por fim.

Fonte:

quarta-feira, 5 de março de 2014

Passos Coelho dixit: “Não podemos regressar aos salários e pensões de 2011” (05/março/2014; Assembleia da República)

 
As mentiras têm sempre perna curta. Não há volta a dar, por mais que se dourem ou arranjem pseudo-justificações para as praticar!
 
À parte das instituições próprias, a Nós resta-nos: aceitar passivamente que nos faltem à verdade, mesmo estando cientes da realidade crua em que vivemos; ou (re)agir com as ferramentas e vias que temos à nossa disposição.

Muitos de nós aceitaria democraticamente forma de governo que se conhece, se os seus executores se tivessem apresentado com esse caderno de encargos a eleições e as tivessem ganho nessa base. Não sendo essa a realidade, nas atuais condições, mesmo sabendo quão estreito é o caminho, é inviável continuar a viver uma realidade postiça.
 
É preciso restaurar a confiança em quem nos governa.