quinta-feira, 29 de maio de 2014

As batalhas (nomeadamente as políticas) perdem-se e ganham-se na arena e não na plateia!


Todos nós conhecemos determinadas personalidades que se comportam, e só falando em matérias que envolvem o interesse público, como se todo e qualquer ser, o mundo e arredores, tenham de girar em torno de si, das suas escolhas, preferências, interesses, do seu  tempo, das decisões/opções iluminadas, da sua disponibilidade ou pelo seu autoconvencimento que esse é o momento mais oportuno para agirem, para tomarem determinada decisão ou se disponibilizarem para agarrar um qualquer desafio. 

"Poupam-se", gerem, procuram não desgastar a sua "imagem", as suas "palavras" e "capacidades", mas tudo isto na reserva que o espaço público não oferece. Afinal precisam de aparecer e de algum show-off para se perpeturaem nesse modelo de gestão dos seus próprios interesses em matérias de interesse geral.

Estão no seu direito.


Cabe-nos a nós no seio das comunidades ou da sociedade portuguesa penalizar e porque não mesmo banir estes comportamentos com laivos de oportunismo e que pouco ou nada servem o interesse geral.


Não estou aqui a defender que, por exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa, António Vitorino ou António Costa devam ir a todas, estarem em todas as frentes, mas penso que é unânime a constatação que estas personagens apesar de inundarem o espaço público com as suas constantes posições e entendimentos, e inclusive a sociedade ter gritado pelos seus nomes ou esperado que dessem o passo em frente, estes sempre se reservaram para o futuro, para o momento que julgam para si como ideal.

ComQuando esse momento ideal surge, porque o terreno lhes é totalmente favorável (p.e., uma vitória eleitoral é uma quase absoluta certeza) ou por alegado estado de necessidade por si mesmos declarado se apresenta, rompem a monotonia com posições públicas de caráter messânico e salvador, e apresentam-se então como solução para todas as equações.

Tudo na vida tem o seu momento, tudo tem a sua oportunidade, mas também um custo de oportunidade!

As batalhas (nomeadamente as políticas) perdem-se e ganham-se na arena e não na plateia!






segunda-feira, 26 de maio de 2014

E o vencedor foi... é... será....???


 A grande vencedora das eleições europeias foi a abstenção com 66%, percentagem reveladora da indiferença que carateriza o ato eleitoral europeu (em especial este último) e dos problemas que vive o projeto de (des)integração europeia.
 
É também vencedora a grande coligação de votos nulos e em branco (respetivamente, valem 3% e 4,5%). Juntos são a quarta força eleitoral, o que em condições normais daria lugar a pelo menos 1 representante europeu! Restava optar pelo sr. nulo ou sr. branco!

Se a esses 7,5% somarmos a similar votação em Marinho Pinto (sim porque, com o devido respeito, nomeadamente pelo José Inácio, o MPT foi apenas um veículo, um meio para um fim), e a a votação no PCP temos praticamente 30% do eleitorado votante, ou seja, mais do que PSD+CDS juntos e muito perto da votação no PS. 

O pântano na política europeia e nacional está aí para durar... enquanto não surgirem políticos a sério, continuaremos a ser governados pelos mercados, credores, interesses alemães e pelos seguidistas labregos que ocupam pesudo-distintos cargos nas instituições nacionais e europeias das "políticas" ditadas pela necessidade de curto prazo.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Dívida Pública: a bomba relógio da Europa



Apesar do "brilhante" ajustamento europeu, em resultado da aplicação de três/quatro anos de política de austeridade purificadora e regeneradora, e após a assinatura do Tratado orçamental que obriga a paulatinamente reduzir a dívida pública a 60% do PIB, eis que a dívida não pára de crescer nos país intervencionados, semi-intervencionados ou não intervencionados porque não dava jeito!

Vejamos:
País20112014 (p)
Itália121134
Espanha7199
França8696
Grécia170177
Portugal108134

Pois é, as previsões fazem crescer sem exceção as dívidas públicas dos países do sul, mas também da própria França, quando o referido tratado previa (imagine-se) a sua queda já em 2014.

Estes níveis de dívida pública são uma bomba relógio, especialmente quando os mercados "acordarem" de mais uma levada irracional pela compra obstinada de títulos destes paises.

















sexta-feira, 9 de maio de 2014

A provável culpabilização do Tribunal Constitucional


Tenho para aqui um dedo que costuma deitar-se a adivinhar, que me diz o Governo com todas as pseudo-promessas de baixas de impostos, de descongelamento das progressões e promoções na função pública, de aumentar os salários em 20%, entre outras, está é preparar o terreno para colocar as culpas em cima do Tribunal Constitucional, caso este declare inconstitucionais algumas medidas do Orçamento de Estado para 2014, declarando assim não ter condições de cumprir essas promessas.

Após 128 dias da publicação em DR do faustoso documento, o notabilíssimo tribunal continua sem emitir um aí!

O dia da final da UEFA poderá ser um bom dia para anunciar decisões... talvez aguardem pelo pós eleições europeias, quem sabe!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Afinal mentir não é mentir!



Chegado a 2014 e com praticamente 33 anos, descobri que:

Errar, não é errar;
Mudar de opinião tipo cata-vento, não é mentir;
Prometer e não cumprir, não é mentir;
Aumentar os impostos, é não aumentar os impostos;
Agravar a austeridade, é não agravar a austeridade;
Despedir, não é despedir;
(…)

Em suma, mentir não é mentir.

Isto da manipulação dos fatos, das verdades/mentiras e o contorcionismo moral criam habituação!

Criada a habituação, está meio caminho trilhado para a dependência e para sermos vítimas do nosso próprio vício!

Penso que cada um será capaz de retirar as suas conclusões. Até o dr. Seguro, penso eu!!!