quarta-feira, 28 de janeiro de 2015


Rapidez.

Em cerca de um mês houve demissão, convocação de eleições, eleições e tomada de posse do novo Governo.

Em Portugal?  

Não, na atrasada Grécia.

Por cá, a demissão pré-anunciada há perto de 2 meses de quem exerceu 37 anos de poder executivo levou, por outro lado, que apenas ontem se tenha ouvido o Conselho de Estado para decidir se caberia ou não convocar eleições legislativas antecipadas…

Que, a realizar-se – Ó magna questão! -, apenas ocorrerão lá para Abril com eventual tomada de posse talvez cerca de outros 2 meses depois…

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015


Syriza.

Vaticínio de esperança a estender-se em curtos meses para além da própria Grécia?

Expectativa necessariamente destinada a gorar-se, inquinando esperanças em gestação ao Sul da Europa?

Provavelmente um e outro.

Antes de mais, antecipo que a responsabilidade de unir utopismo e realismo se imporá: um pé sempre firme no chão mas a cabeça e a ideia não fixando igualmente o chão, antes devendo permanecer orientadas para o horizonte acima.

Se no plano técnico esse casamento de (aparentes?) contrários será realizável, tal será estritamente o trabalho de…técnicos!

Certo é que a definição das coordenadas do rumo regressou novamente à sua sede própria, a Política.

A elasticidade do sistema democrático grego afinal terá permitido acomodar a desesperança dos Gregos?

E adequará agora a um modo-de-agir operacionalizável (casando realismo e imaginação) essa derradeira dose de confiança dos gregos? E, nesse caso, “seremos todos gregos”?

A acompanhar com a máxima atenção!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015


Eis-me aqui iniciado nesta casa aberta por um Amigo, que cedeu lugar para caber mais um!
Obrigado Jorge.

O tempo chegou para, de quando em vez, vir deixar aqui um ou outro palpite, opinião ou desabafo.
Tal como se todos os três estivéssemos ainda aí pela Baixa-Chiado como há já alguns anos!
Até já! 



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O Dia BCE


Amanhã, dia 22 de janeiro de 2015, poderá ser o dia da inscrição do BCE na história e concretamente na história da construção da União Europeia.

Organismo com década e meia de vida, tem como responsabilidade a condução da política monetária da zona euro, onde se destaca a manutenção da inflação em torno dos 2%. Mais recentemente este banco central passou também a ser o regulador dos maiores bancos europeus em primeira linha.

Quanto a nós, desde a emergência da crise das dívidas soberanas e a entrada de Mário Draghi para os comandos, o seu papel central tem sido outro: a gestão da crise, estabilização dos estados-membros em dificuldades e dos mercados, bem como a busca e implementação de soluções que ajudem a união a sair do buraco, isto quando os verdadeiros responsáveis se demitiram da tomada de decisões importantes.

Aquilo que ninguém acreditava ser possível, é-o afinal. O programa de compra de dívida vai avançar. Aquilo que os EUA e Inglaterra estão a fazer há anos em resposta à crise (injeção de liquidez na economia) vai também tardiamente avançar aqui. Não há um alemão, finlandês ou tribunal constitucional que consiga parar mais este processo. Virá, mais cedo ou mais tarde, a renegociação responsável da dívida e a mutualização de seguida. Processos incontronáveis e apenas dependente do tempo.

BCE é um verdadeiro decisor, em regime de outsourcing, ao serviço da Comissão e Conselho Europeus!

sábado, 3 de janeiro de 2015

Um forma muito própria de fazer justiça...



 Há pela lusitânia quem goste de aplicar o método de caça às bruxas, de encontrar, à sua caricata e própria maneira, um culpado ou culpados para falhas, erros, omissões e especialmente para factos (muitas vezes crimes) objeto de investigação e/ou processo judicial.

Com base neste método, escolhido ou encontrado um culpado sumário, a nação serena e parece como viver em paz com a solução para o enigma, até à exigência de se encontrar um novo culpado para um novel caso.

Fala-se em justiça mediática, eletrónica, de uma justiça acelerada, de uma necessidade imediatista de encontrar justificações e culpados que façam levantar a névoa, sem cuidar dos efeitos que tal atuação pode trazer no médio/longo prazo.

Quiçá inspirados na justiça de pelourinho ou na ideia de administração participada no Estado, o português gosta de uma justiça "participada", "participativa", de opinião própria sobre um caso determinado que envolve alguém conhecido, de opinião pública ou similar. 

Temos o prender primeiro e investigar depois; ser-se culpado primeiro, presumível inocente depois; condenado primeiro (na praça pública) fazendo-se justiça aos atos depois.

Em vez de se investigar de forma cuidada, profunda, processual e tecnicamente competente, de acusar para depois se julgar, de se considerar inocente o que alvo de acusação até decisão contrária, temos nalguns casos culpados logo à cabeça, que independentemente do desfecho do processo formal serão sempre condenados para quem optou por condenar sumariamente.

Nos últimos anos temos vindo a ser confrontados por um conjunto de processos judiciais ( a começar pelo Casa Pia, terminando mais recentemente no Caso Sócrates) mediáticos ou mediatizados que, por essa razão ou não, sofreram de alguns dos males que aqui referimos.

A justiça tem o seu tempo, não deve condenar inocentes e, por outro lado, deixar impunes os responsáveis por ilícitos ou crimes. Deixe-se a Justiça funcionar dentro do seu tempo e espaços próprios.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Frase de 2014


«O leopardo quando morre deixa a sua pele, um homem quando morre deixa a sua reputação».

Ricardo Espírito Santo Salgado dixit in Comissão de Inquérito da Assembleia