sexta-feira, 3 de abril de 2015

Bom aluno...



É aquele que atinge ou até supera os objetivos fixados.

É aquele que não só trilha o caminho que o mestre/mentor lhe indica, como procura com a sua orientação/apoio testar novos limites.

É reconhecido como tal, não precisando de incutir a ideia em terceiros de que o é.

Não é um fim em si mesmo.

Não recorre ou planeia recorrer ao seu estatuto como meio para obter tratamento mais favorável, atingir determinados fins em linha com os seus próprios interesses.

Privilegia e pratica no tempo os valores incutidos, mesmo quando já sem rede, por sua conta e risco, age sobre a realidade.

Não se anula, não se subjuga ou subalterniza de tal forma que quase apaga a sua existência.

Debate, coloca em causa e crítica de forma construtiva as visões, teorias, métodos ou técnicas que lhe vão sendo apresentadas.

Respeita os seus pares, sejam eles bons ou maus alunos.

Dá a mão a outros alunos, nomeadamente aqueles que têm mais dificuldades.

Não é um moralista ou procura moralizar a conduta de terceiros.

Não se dissimula de bom aluno, para mais tarde se radicalizar em posições fraturantes em relação às anteriormente defendidas.

É sempre bom aluno, mesmo quando sai da esfera de influência ou se transforma par dos seus mestres/mentores, mantendo nessa altura o respeito pelo seu magistério, mesmo quando discorda e o seu entendimento se revela também ele um caminho possível.

Aspira ser, um dia, mestre. A ser exemplo e a transmitir entre gerações os valores de um bom aluno.

Pegando num exemplo escolhido a preceito ou um pouco mais do que isso: apesar de Portugal enquanto estado-membro da CEE, CE e UE, pela mão de diversos responsáveis governamentais ter almejado esse estatuto (ou melhor rótulo), no nosso entender, nomeadamente pelo que ficou dito, não é, não tem vindo ser e possivelmente não será (se mantiver os métodos) um bom aluno!

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