quarta-feira, 6 de abril de 2016

A arte do possível..


A propósito do mais recente Orçamento de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa destacou que a política é muita das vezes a arte do possível.

Esta afirmação é apenas mais uma caraterizadora daquela que tem vindo a ser a sua postura. Uma postura conciliadora e agregadora, que visa congregar uma sociedade devastada pelos sucessivos atos de divisão que nos foram infligidos direta ou indiretamente nos últimos anos. Avisando por um lado que é preciso fazer mais, mas por outro dando nota das dificuldades em fazer mais e melhor

A arte do possível em política é um posicionamento extensível à maioria decisões, sejam elas impregnadas de mais ou menos racionalidade.

Deste ponto de vista, a política apresenta-se como uma espécie de gestão de uma manta curta numa cama, sempre maior do que o tecido disponível para a cobrir.

Em política, do ponto visto de quem detém o poder executivo, é difícil acorrer a todas as situações e mais do que isso satisfazer todos os interessados. Nunca se agrada a todos.

 Há sempre novas necessidades a suprimir ou a suprimir melhor. Resta aos políticos trabalhar afincadamente na melhor alocação dos recursos e isso faz-se para lá dos trabalhos meramente técnicos com recurso à discussão/confrontação política.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Momentos adversos..


Há momentos na vida em que precisamos de apoio ou até mesmo de ajuda daqueles que nos são mais próximos para podermos ultrapassar as adversidades e dificuldades que a vida nos coloca.

Todos nós na vida temos momentos menos bons, simplesmente porque a vida nos corre menos bem, porque estamos mais frágeis ou porque esta nos coloca perante duras realidade, mesmo sem que para tal tenhamos contribuído e que apenas são ultrapassáveis com o suporte humano que temos ao redor.

Um ato de apoio está dependente de duas vontades para funcionar na sua plenitude.

Depende de quem está do lado ativo – quem apoia ou pode apoiar –, e muito também do lado passivo – de quem é apoiado. Se quem pode apoiar, o fizer verdadeiramente, do outro lado espera-se que o gesto seja acolhido, absorvido e interiorizado.

Eu sempre que precisei estendi a mão a quem me quer apoiar verdadeiramente. Assim me mantenho, sempre que precisar.