terça-feira, 21 de novembro de 2017

Objetivos económicos..




Diminuir o défice;
Diminuir a dívida;
Diminuir os impostos;
Diminuir o desemprego;
Diminuir o consumo;
Diminuir o crédito;
Subir o crescimento;
Subir o superavit comercial;
Subir o investimento;
Subir a poupança
Subir os salários (nomeadamente o salário mínimo).

11 objetivos de curto/médio prazo ou, se preferimos, meras lapalissadas!

domingo, 19 de novembro de 2017

Atenção à subida das taxas de juro


Primeiro foi a Comissão Europeia, depois o ministro Centeno, agora os diversos comentadores vêm-nos alertando para uma realidade de curto/médio prazo: a subida das taxas de juro.

Muita gente (famílias e empresas) aproveitou os anos de juros baixos para contrair empréstimos, especialmente à habitação.
 
Em muitos casos, o clima de taxas funcionou como uma oportunidade única para consumos e investimentos que doutra forma não seriam realizados.

O problema é que em muitos casos não se contou e as pessoas não foram suficientemente informadas e esclarecidas, que ao longo da vida dos empréstimos as taxas de juro pudessem vir a subir.

Muitos destes empréstimos foram contratados com spreads (remuneração dos bancos) em valores record, pelo que a estes se somarão as taxas de juro em crescimento… uma verdadeira tempestade perfeita!

Muitos jovens, na sua vida económica ativa, nunca enfrentaram tal desafio.

Esta realidade apanhará desprevenidos aqueles que vivem no limite das suas capacidades com os juros baixos e irá colocar em dificuldades aqueles que vivem mais francos em face da folga criada pelas baixas taxas de juro.

Apesar do crescimento, que certamente trará algum fermento aos salários, quebrados pelo crescimento da inflação e, fundamentalmente, pelo crescimento dos juros, os próximos anos serão sombrios no que toca a rendimento disponível para as famílias, mas também para as empresas e até para o Estado.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

VAR


Mais conhecido por vídeo arbitro, o VAR está a fazer correr muita tinta dentro e fora de portas.

Na liga alemã, o responsável pelo VAR foi despedido por estar a favorecer um clube especifico.

Por cá temos tido polémica quanto baste, com apagões, desligamentos, intervenções e não intervenções duvidosas, assim como impossibilidade de intervenção por decisão prévia (errada) do árbitro.

Não somos especialistas em VAR, arbitragem, ou regulamentação desportiva, mas somos pela defesa da verdade desportiva.

Virá este VAR contribuir para a verdade desportiva ou adensar ainda mais a confusão, com a criação de novos casos, novas polémicas?

Ainda é cedo para retirar conclusões, até porque, há que dizê-lo, algumas das intervenções na nossa liga foram positivas, isto é, sem o VAR os árbitros tinham errado.

Mas uma coisa é certa, onde existir intervenção humana, haverá sempre a possibilidade de erro involuntário ou deliberado. A mais-valia desta solução será mitigar a existência de erros, não acabar com eles.

domingo, 5 de novembro de 2017

Um elogio à poupança



Já sobe a égide do dia mundial da poupança, o Governo decidiu acabar com um dos raros estímulos/prémios a quem reserva parte, consegue fazê-lo, à poupança. Acabou com o  certificados de tesouro poupança mais.

A partir da agora, qual é o incentivo que o português tem à poupança, com os depósitos pelas ruas da amargura e os certificados do estado a devolver quase nada em troca da imobilização do capital?

Estará o Estado a querer incentivar o consumo e investimento? 

Só pode porque o português médio tem um perfil avesso ao investimento em ativos de risco e os riscos mais conhecidos/próximos (p.e. bolsa nacional) não são interessantes.

Que papel é o do Estado nesta matéria  afinal?

Daqui só podemos fazer um elogio àqueles que, apesar de tudo, continuam a poupar, e assim libertar meios para que outros possam investir/consumir e, fundamentalmente, assim contribuem para uma economia mais equilibrada.

Cadê o incentivo à poupança? Cadê??????

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Não poupar é mau, não poupar e recorrer ao crédito é pior


«Portugal é, dos países europeus, um daqueles em que a taxa de poupança é mais baixa, mesmo quando os rendimentos das famílias aumentam. As baixas taxas de juro podem explicar parcialmente uma tendência para o decréscimo da poupança, mas não explicam que, com semelhantes taxas, a poupança em Portugal seja muito inferior à de congéneres europeus. Está tudo de certa maneira ligado. Somos relativamente mais pobres que outros países, temos porventura uma maior aversão ao risco e a aplicações no mercado de capitais, por natureza mais volátil, e quando as remunerações de depósitos ou de ativos com pouco risco é baixa, gastamos e não poupamos. Esta a racionalidade económica individual, compreensível, mas que já nos trouxe problemas no passado e que poderá voltar a trazer no futuro se não tomarmos as devidas cautelas». («Portugal 2020: os limites racionalidade individual»; Paulo Trigo Pereira in Jornal Observador)

Portanto, sobrevalorizamos o consumo presente em detrimento do investimento e/ou consumo futuro.

Mas mais grave foi a situação que vivemos no passado, em que há baixa taxa de poupança se somava um elevadíssimo recurso ao crédito, nomeadamente ao consumo. A crise teve pelo menos esse mérito, levou os privados (empresas e famílias) a recorrer menos ao crédito e inclusive a encetar um processo de desalavancagem (redução do volume de crédito) assinalável.

É caso para dizer que não poupar é mau, não poupar e recorrer ao crédito é pior!