Primeiro foi a Comissão Europeia, depois o ministro
Centeno, agora os diversos comentadores vêm-nos alertando para uma
realidade de curto/médio prazo: a subida das taxas de juro.
Muita gente (famílias e empresas) aproveitou os anos de juros baixos para contrair empréstimos, especialmente à habitação.
Em
muitos casos, o clima de taxas funcionou como uma oportunidade única
para consumos e investimentos que doutra forma não seriam realizados.
O
problema é que em muitos casos não se contou e as pessoas não foram
suficientemente informadas e esclarecidas, que ao longo da vida dos
empréstimos as taxas de juro pudessem vir a subir.
Muitos
destes empréstimos foram contratados com spreads (remuneração dos
bancos) em valores record, pelo que a estes se somarão as taxas de juro
em crescimento… uma verdadeira tempestade perfeita!
Muitos jovens, na sua vida económica ativa, nunca enfrentaram tal desafio.
Esta
realidade apanhará desprevenidos aqueles que vivem no limite das suas
capacidades com os juros baixos e irá colocar em dificuldades aqueles
que vivem mais francos em face da folga criada pelas baixas taxas de
juro.
Apesar do crescimento, que certamente
trará algum fermento aos salários, quebrados pelo crescimento da
inflação e, fundamentalmente, pelo crescimento dos juros, os próximos
anos serão sombrios no que toca a rendimento disponível para as
famílias, mas também para as empresas e até para o Estado.
Sem comentários:
Enviar um comentário