sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Verdade na mentira?


Estaremos nós portugueses viciados na mentira? 

O conforto que esta nos oferece será a anestesia perfeita para atravessarmos/ignorarmos a difícil realidade e avançarmos no tempo em direção ao futuro, na esperança que este nos porporcione algo de melhor?

Só uma explicação deste calibre poderá explicar a forma como vamos reagindo às mentiras constantes que a classe política, com especial destaque para o Governo, vice-primeiro ministro do nosso país e entidades internacionais que direta ou diretamente conduzem ou influenciam os destinos do nosso país.
Primeiro foram no pós 25 de abril cerca de duas décadas de deixa andar, a fazer de conta que não víamos, que não sabíamos, que pelo menos algo não batia certo no reino dos milhões dos fundos europeus e do crédito bancário fácil. Depois lidamos bem com as falsas e incumpridas promessas de circunstância de um alargado político de circunstância e agora fazemos de conta não ver as descaradas, mal amanhadas, arrogantes e incompetentes mentiras com que nos presenteiam os nossos atuais governantes e a troika e demais nobilíssimos atores internacionais.

Deixamos passar, sem consequência, expressões como "eu
não minto, eu não ludibrio e ao não engano" e decisões irrevogáveis que têm mais revogável do que o seu contrário.

Há por aí um certo senhor democrata cristão, a quem se reconhece inteligência e capacidade política que falta a outros, que nos tem insistentemente mentido, enganado, ludibriando e, como se isso não bastasse, age e discursa de sorriso semi-rasgado na face, como quem goza com o pagode e se dá ao desplante de o fazer cada vez mais deliberadamente e de forma quase inimputável.

Porque continuamos a engolir, sem mais, estes sapos e insistimos a entregar a uma oligarquia os destinos deste estado-nação?

Porque não assumimos as nossas próprias responsabilidades?

Será que encontramos a nossa verdade na mentira?

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