sábado, 26 de outubro de 2013

Rui Rio


Rui Rio deixou a Câmara do Porto, mas não deixou a polis, nem deixou o nosso país. 

Não deixou porque o seu legado e a fundamentalmente a sua pegada enquanto ator político, pela distinção face aos demais e há aquilo a que nos fomos habituando no nosso país, perdurará no tempo. Nada será como dantes ao nível da governança pública.

Não deixou porque Portugal e a política precisa de homens-cidadãos como ele, com o seu ADN. E ele fará (tem necessariamente de fazer), de uma forma ou de outra, parte do futuro do nosso país.

Independentemente dos erros e dos defeitos que lhe podem ser atribuídos, assim como as diferenças de prespetiva política, as virtudes e os sucessos reconhecidamente se sobrepõem. Existe uma certa unanimidade quanto a isso, e é acima de tudo justo reconhecer que este senhor não só foi um excelente autarca no Porto, como foi um exemplo da forma como o poder pode/deve ser exercido e qual a postura que deve presidir àqueles que passam pela cadeira da defesa do interesse público.

Só isto explica que na singular cerimónia de toma de posse do seu sucessor, os sentimentos e a emoção tenham sobressaído e inundado a sala. As palavras proferidas na ocasião espelharam isso mesmo e reconheceram o legado, as lágrimas também, mas o que fica de imaterial dos mandatos de Rui Rio é que este perdurará no tempo e, definitivamente, será algo que moldou o futuro e os nossos destinos.
 

Sem comentários:

Enviar um comentário