sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Os países são como os navios, não têm travões!



A frase “os navios não têm travões” é uma evidência. A afirmação “os países são como os navios, não têm travões”, em sentido metafórico e do ponto de vista económico e financeiro, é igualmente validável.

Os navios não têm travão disponível para bruscamente corrigir a trajetória ou reduzir a velocidade, ainda assim reduzem-na e imobilizam-se, seja por inércia ou porque os seus comandantes recorrem a outros mecanismos. Nomeadamente, a capacidade de antecipação, visualização dos obstáculos a olho nu ou com recurso a sistemas e cartas náuticas, de forma a fazer deslizar com a velocidade adequada a todo momento a gigante estrutura de metal.

A gestão económica e financeira de um país é, ou deveria, ser semelhante à pilotagem de um navio. Isto é, deve ter bem presente que por simplesmente não se pode puxar do travão tendo em vista a correção brusca da trajetória.

Não deve, por isso, o comandante intuir ou improvisar. À sua disposição tem antes ferramentas como o planeamento, a antecipação de alternativas e nessa otica possibilidade de produzir alterações suaves, conjugadas e estudadas à rotação e direção dos diversos motores que propulsionam a estrutura, fazendo-a deslizar como uma pena pelos oceanos globais, sem que no seu interior alguns passageiros abanei, outros caiam e ainda outros sejam atirados borda fora (especialmente, se por opção as bóias não chegam para todos os passageiros e os salva-vidas não estão operacionais).

1 comentário:

  1. Excelente imagem a de se tratar de um navio e, como tal, um mastonde sem travois.
    Mas que, não obstante, cabe aos comandantes - havendo-os! - recorrer a outros mecanismos.
    Ora aí está. Para que não nos esqueçamos que é possível e que não há fatalismos e inevitabilidades.

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