A esmagadora maioria por necessidade ou dificuldade, outros por ganância, avareza, estatuto ou poder, conta respetivamente tostões ou milhões.
Somos hoje e cada vez mais escravos do verbo contar.
Mas não só, temos a jusante o verbo gerir, consumir, investir e outros verbos similares.
Verbos instrumentais como os que citamos capturam o espaço do verbo viver. Renomeiam esse espaço com o verbo sobreviver.
O sistema impõe-se.
Nós aceitamos essa imposição.
Passamos maior parte do tempo dedicados a tarefas de contagem de tostões ou milhões.
Somos culpados dessa perda de tempo. Aceitamos o acelerado e concorrencial processo de utilização dos recursos planetários. A problemática/necessidade de contar tostões/milhões, apesar das distorções, é reflexo desse processo.
Está nas mãos dos criadores a possibilidade de mudar o verbo mote. Assim confluam as vontades e se alterem as prioridades.
Nota: Apesar da sensibilidade e reconhecimento da importância da gestão dos recursos escassos, essencialmente por vocação e defeito profissional, não me posso rever nesta completa sobreposição do instrumental face ao essencial.
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