quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Contar tostões... contar milhões...


A esmagadora maioria por necessidade ou dificuldade, outros por ganância, avareza, estatuto ou poder, conta respetivamente tostões ou milhões.

  Somos hoje e cada vez mais escravos do verbo contar.

Mas não só, temos a jusante o verbo gerir, consumir, investir e outros verbos similares.

Verbos instrumentais como os que citamos capturam o espaço do verbo viver. Renomeiam esse espaço com o verbo sobreviver.
O sistema impõe-se.

Nós aceitamos essa imposição.

Passamos maior parte do tempo dedicados a tarefas de contagem de tostões ou milhões.

Somos culpados dessa perda de tempo. Aceitamos o acelerado e concorrencial processo de utilização dos recursos planetários. A problemática/necessidade de contar tostões/milhões, apesar das distorções, é reflexo desse processo.

Está nas mãos dos criadores a possibilidade de mudar o verbo mote. Assim confluam as vontades e se alterem as prioridades.

Nota: Apesar da sensibilidade e reconhecimento da importância da gestão dos recursos escassos, essencialmente por vocação e defeito profissional, não me posso rever nesta completa sobreposição do instrumental face ao essencial.

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