Embora tenha melhorado muito nos últimos anos, Portugal ainda lida mal com este conceito, com esta necessidade.
Mal ao nível das instituições públicas, com os diversos organismos a manifestarem indisponibilidade ou incapacidade para tornar a sua atividade mais transparente, perceptível e escrutinável aos olhos do cidadão ("cliente" e "acionista").
Mas também a nível privado isso sucede. Não só porque muitas vezes em áreas com impacto geral/público (caso dos partidos políticos ou dos bancos), mas também em negócios estritamente privados em que a falta de transparência retiram capacidade aos stakeholders para aferir da boa ou má gestão, prevenir problemas ou resolvê-los/evitá-los antecipadamente (veja-se p. e. o recente caso das perdas em bolsa por parte dos investidores no BES e os investimentos em dívida da Rioforte).
Este tema é fulcral num país que vive essencial e direta ou indiretamente do impulso do Estado e do e seu impulso económico (ação/negócios do Estado, com este envolvido ou sendo este o responsável), mas onde todas as vigilâncias, monitorizações e um processo de accountability denso também ao nível da gestão dos negócios privados pecam sempre por defeito e não por excesso.
Este tema é fulcral num país que vive essencial e direta ou indiretamente do impulso do Estado e do e seu impulso económico (ação/negócios do Estado, com este envolvido ou sendo este o responsável), mas onde todas as vigilâncias, monitorizações e um processo de accountability denso também ao nível da gestão dos negócios privados pecam sempre por defeito e não por excesso.
Ainda há poucas semanas atrás, observamos dois passos contrários nesta senda. Por um lado, o governo lançou o portal da transparência para os municípios e, por outro, o partido socialista, através das duas candidaturas às diretas do partido, pisa a linha vermelha com o financiamento das campanhas a ser ainda opaco como habitual.
O pior não é o facto de não serem públicos e escrutináveis todos os orçamentos de campanha, é não se aceitar como natural o princípio/dever de transparência. São as pseudo justificações que os responsáveis de campanha e financeiros arquitetam para disfarçar a falta de transparência, e ainda o facto destes considerarem correto, transparente e em linha com as necessárias poupanças que a título pro bono sejam disponibilizados recursos às campanhas (por exemplo, sabe-se que Costa utiliza na campanha carros emprestados por benfeitores).
O pior não é o facto de não serem públicos e escrutináveis todos os orçamentos de campanha, é não se aceitar como natural o princípio/dever de transparência. São as pseudo justificações que os responsáveis de campanha e financeiros arquitetam para disfarçar a falta de transparência, e ainda o facto destes considerarem correto, transparente e em linha com as necessárias poupanças que a título pro bono sejam disponibilizados recursos às campanhas (por exemplo, sabe-se que Costa utiliza na campanha carros emprestados por benfeitores).
Como diz um reconhecido professor da nossa praça: "não há almoços grátis!". O PS e seus candidatos sabem disso, pedia-se por isso outro progresso nesta matéria.
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