Favor, também conhecido
entre nós por «jeito(inho)», «atenção(zinha)», «toque», «empurrão»… alguns
destes gestos acabam por se enquadrar por dealbar para a cunha, para subversão
do sistema e a passagem para a informalidade.
Como em tudo na vida não há, em regra, almoços grátis, logo quem presta um favor espera ou simplesmente receberá outro em troca.
E os favores vão das coisas mais simples da vida às mais complexas, dos mais insignificantes aos mais significantes, nalguns casos poderemos até estar a falar de ilícitos.
Em Portugal regista-se uma gigante economia (de troca) de favores, ou seja, um conjunto de transações informais que de forma doce, no conforto do lar, do trabalho, da amizade e do conhecimento escapam às normais regras de mercado e dão corpo à economia paralela.
Quem recebe e/ou troca favores acha que fica a ganhar, que alcança uma vantagem em relação aos demais, que acrescenta valor para si próprio e que se destaca.
Em termos mundanos, incomodam-me, chocam-me por vezes, que determinados indivíduos terem sempre alguém conhecido que faz aquilo que precisamos em determinado momento… nem por acaso… coincidência das coincidências… alguém que certamente o fará bem, prontamente, com confiança, garantia e por um valor imbatível.
E porquê? Porque somos nós, porque aquilo que nos une merece que se faça esta ponte! O problema é que isto multiplica-se por dezenas, centenas e milhares de indivíduos, de situações e de favores a trocar. O problema é que às vezes não queremos e somos levados, imagine-se, a aceitar por uma questão de educação e respeito pelo gesto de alguém que nos quer ajudar.
Claro que não estamos a pensar numa ajuda a alguém com dificuldade em aceder a determinado bem ou serviço por incapacidade ou em caso de necessidade, agora em mercados onde há/deve haver rivalidade no consumo já faz mais confusão.
Tinha a sua piada lançar sobre a economia de favor um imposto… talvez nos surpreendêssemos com o valor expressivo desta economia no total das trocas.
Temos de dar uma volta a essa nossa cultura, quiçá voltar a praticá-la apenas ao nível da troca de salsa por ramos de coentros com vizinho da frente!
Como em tudo na vida não há, em regra, almoços grátis, logo quem presta um favor espera ou simplesmente receberá outro em troca.
E os favores vão das coisas mais simples da vida às mais complexas, dos mais insignificantes aos mais significantes, nalguns casos poderemos até estar a falar de ilícitos.
Em Portugal regista-se uma gigante economia (de troca) de favores, ou seja, um conjunto de transações informais que de forma doce, no conforto do lar, do trabalho, da amizade e do conhecimento escapam às normais regras de mercado e dão corpo à economia paralela.
Quem recebe e/ou troca favores acha que fica a ganhar, que alcança uma vantagem em relação aos demais, que acrescenta valor para si próprio e que se destaca.
Em termos mundanos, incomodam-me, chocam-me por vezes, que determinados indivíduos terem sempre alguém conhecido que faz aquilo que precisamos em determinado momento… nem por acaso… coincidência das coincidências… alguém que certamente o fará bem, prontamente, com confiança, garantia e por um valor imbatível.
E porquê? Porque somos nós, porque aquilo que nos une merece que se faça esta ponte! O problema é que isto multiplica-se por dezenas, centenas e milhares de indivíduos, de situações e de favores a trocar. O problema é que às vezes não queremos e somos levados, imagine-se, a aceitar por uma questão de educação e respeito pelo gesto de alguém que nos quer ajudar.
Claro que não estamos a pensar numa ajuda a alguém com dificuldade em aceder a determinado bem ou serviço por incapacidade ou em caso de necessidade, agora em mercados onde há/deve haver rivalidade no consumo já faz mais confusão.
Tinha a sua piada lançar sobre a economia de favor um imposto… talvez nos surpreendêssemos com o valor expressivo desta economia no total das trocas.
Temos de dar uma volta a essa nossa cultura, quiçá voltar a praticá-la apenas ao nível da troca de salsa por ramos de coentros com vizinho da frente!
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