sexta-feira, 31 de março de 2017

Sold!


Hoje é o dia da venda. O dia da venda do Novo Banco, que mais não é do que aglomerado dos melhores dos maus despojos do velho banco, o BES.

É um bom negócio para o Estado e para o país? Não sei e acho que ninguém sabe. Talvez daqui por uns anos seja mais claro que sim ou não.

Há riscos, já conhecidos e dissecados na comunicação social, especialmente agravados pelo posicionamento da Comissão Europeia, penalizadora da nossa posição.

Mas, apesar de tudo, quando se chegou a temer que não seria possível vender, que ninguém queria o banco, que todas as soluções eram más, este acaba por ser um dia positivo. Uma vitória para o país e para o Governo.

O banco foi vendido à última hora, mas foi vendido.

Talvez tenham sido as melhores condições, mas foi vendido. Pode agora caminhar pelo seu próprio pé.

É um risco que temos de assumir de as coisas poderem correr mal, mas podem correr bem e aí valeu a pena.

Em síntese, penso que demos hoje um grande passo do ponto de vista da sustentabilidade do sistema bancário, com futuro impacto económico e financeiro.

Adeus Novo Banco! Adeus BES!

sábado, 25 de março de 2017

Distribuir sem crescer


“As atenções (e despesas) foram concentradas na formulação de um modelo de distribuição, como se ainda houvesse modelo de desenvolvimento. Não se distribui o resultado do crescimento, distribui-se dívida como se fosse crescimento.”

Joaquim Aguiar dixit in Jornal de Negócios

domingo, 19 de março de 2017

Os servis..


Quem não se cruzou já com esta subespécie da raça humana? Sim, uma raça comumente encontrada nos locais de trabalho.

Vão dos mais subtis, até ao mais descarado e irritante.

Vão daqueles que mantém alguma dignidade, àqueles que se transformam em tapete.

Aos seus superiores e superiores afins, dirigem-se com respeitosos tratamentos, que vão do mero Sr. Dr. ao Exmo. Sr. Dr. ou mesmo V.Exa…

Se há personagem merecedoras de tal tratamento, e aqui estou-me a lembrar de um Presidente da República ou 1.º Ministro, pelo cargo que ocupam, noutros casos a sua utilização são o primeiro e alarmante sinal de um comportamento servil.

O servilismo, se assim o podemos chamar, chega a ser nojento e é quase sempre uma fonte de competição desleal.. quem não é servil e, mais, pratica o culta da independência e um certo distanciamento, em contexto de servilismo, parte atrás na grelha de partida.

Trata-se de uma caraterística muito portuguesa, que apesar de ser hoje menos vulgar, ou visível talvez, ainda abunda por esta terras.

Abaixo o servilismo!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Raposa no galinheiro!


«Nomear um fiscalista com o passado e o futuro de Paulo Núncio para mandar na Autoridade Tributária é a mesma coisa de que meter uma raposa no galinheiro. A raposa pode prometer ser vegetariana, mas no final do dia o seu instinto prevalecerá.»

Manuel Carvalho dixit in Público

quarta-feira, 8 de março de 2017

A ameaça/oportunidade europeia


Depois do inesperado BREXIT e inacreditável eleição de Trump, aproximam-se agora as perigosas eleições na Holanda, França e Alemanha.

Não sabemos que Europa irá resultar destes atos eleitorais, mas como vão adiantando as sondagens e os media, há uma forte possibilidade de viragem à direita.

O perigo destas potenciais viragens à direita, de cariz populista, é trazer a si amarrada a intenção de saída do euro e, mais do que isso, a saída da própria União Europeia.

Apertem os cintos, a primeira eleição, na Holanda, é já dentro de dias. Segue-se a França e lá mais para o fim do ano a Alemanha.

Se o pior acontecer (é plausível de suceder, tal como ocorreram os fenómenos BREXIT e Trump), Portugal terá muito a perder.

As ondas de choque do caminho para a desagregação europeia, o regresso dos nacionalismos e os estados europeus a fecharem-se sobre si mesmos, serão naplan sobre a economia, acesso aos mercados financeiros e sobre a sociedade.

Depois de um primeiro forte impacto, Portugal terá algumas oportunidades.

Desde logo, apesar da sua solução governativa portuguesa não ser brilhante, tem mostrado estabilidade e cumprido aquilo que é exigível. Uma solução que não tem cedido a populismos e que é já estudada e tida como exemplo por outros países.

Por outro lado, alguns investimentos poderão ser canalizados para o nosso país, onde a segurança, a qualidade e baixo custo da mão de obra são abundantes.

terça-feira, 7 de março de 2017

Notícias (importantes) da última semana


A par de outras noticias, mais do esperto político, a semana passada foi rica ao trazer-nos importantes novidades noutras áreas.

Apesar de serem temas tratados em segundo plano, muito atrás do “assalto ao castelo”, caso SMS e da fuga de 10 mil milhões de euros para offshore, são quanto a nós temas da maior importância em termos futuros.

Estamos concretamente a falar da:

Proposta para o fim das ações ao portador;

Proposta para o fim dos pagamentos em numerário acima de 3.000€ (princípio do fim do dinheiro físico);

Obrigatoriedade de cada cidadão dispor de uma caixa postal eletrónica.

Se o fim das ações ao portador trazem clareza e transparência relativamente aos reais detentores das empresas, a proposta de fim dos pagamentos em numerário acima dos 3.000€ traz, para além de transparência, constitui-se como um importante contributo à economia paralela, controlo fiscal e representa o princípio do dinheiro físico (isto associado ao surgimento de diversas apps que permitem o pagamento desmaterializado).

Já a caixa postal eletrónica pública, permitirá que o Estado (em todas as suas funções, p.e. segurança social, finanças, justiça, saúde) notifique de forma centralizada e desmaterializada os cidadãos dos atos nos quais são interessados.

quarta-feira, 1 de março de 2017

E o óscar para melhor caso vai para…


Para o caso dos SMS… sobem ao palco os responsáveis para receção da estatueta e avançam os discursos da praxe… 

Começa por falar António Domingues, de seguida intervém Centeno… esperem Teodora Cardoso sobe ao palco, interrompe o discurso retira bruscamente todas as estatuetas aos presentes e anuncia um engano…

Afinal o caso dos SMS não é o vencedor, mas sim o caso dos 10 mil milhões viajados para offshore!!

Sobem agora triunfantes e sorridentes Mª Luís Albuquerque, Paulo Núncio e, como não podia faltar, Passus Coelhu.

Espanto geral na sala, pela situação caricata criada…

Irrompe um burburinho geral, afinal estes 10 mil milhões viajara livremente, numa época em que o Fisco se encontrava numa guerra sem quartel contra faturas e faturinhas dos cafés, cabeleireiras e oficinas, a sortear automóveis para colocar o contribuinte a trabalhar, a penhorar tudo o que mexia e sem olhar a meios, seja casa de família ou empresa geradora de rendimentos…

Ficam assim muito bem entregue as estatuetas!

Venham agora os discursos…

O poder da experiência..


«Quando uma pessoa com dinheiro conhece uma pessoa com experiência, a que tem experiência fica com o dinheiro e a que tem o dinheiro fica com a experiência.»

Warren Buffet