quarta-feira, 8 de março de 2017

A ameaça/oportunidade europeia


Depois do inesperado BREXIT e inacreditável eleição de Trump, aproximam-se agora as perigosas eleições na Holanda, França e Alemanha.

Não sabemos que Europa irá resultar destes atos eleitorais, mas como vão adiantando as sondagens e os media, há uma forte possibilidade de viragem à direita.

O perigo destas potenciais viragens à direita, de cariz populista, é trazer a si amarrada a intenção de saída do euro e, mais do que isso, a saída da própria União Europeia.

Apertem os cintos, a primeira eleição, na Holanda, é já dentro de dias. Segue-se a França e lá mais para o fim do ano a Alemanha.

Se o pior acontecer (é plausível de suceder, tal como ocorreram os fenómenos BREXIT e Trump), Portugal terá muito a perder.

As ondas de choque do caminho para a desagregação europeia, o regresso dos nacionalismos e os estados europeus a fecharem-se sobre si mesmos, serão naplan sobre a economia, acesso aos mercados financeiros e sobre a sociedade.

Depois de um primeiro forte impacto, Portugal terá algumas oportunidades.

Desde logo, apesar da sua solução governativa portuguesa não ser brilhante, tem mostrado estabilidade e cumprido aquilo que é exigível. Uma solução que não tem cedido a populismos e que é já estudada e tida como exemplo por outros países.

Por outro lado, alguns investimentos poderão ser canalizados para o nosso país, onde a segurança, a qualidade e baixo custo da mão de obra são abundantes.

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