Hoje
é o dia da venda. O dia da venda do Novo Banco, que mais não é do que
aglomerado dos melhores dos maus despojos do velho banco, o BES.
É
um bom negócio para o Estado e para o país? Não sei e acho que ninguém
sabe. Talvez daqui por uns anos seja mais claro que sim ou não.
Há
riscos, já conhecidos e dissecados na comunicação social, especialmente
agravados pelo posicionamento da Comissão Europeia, penalizadora da
nossa posição.
Mas,
apesar de tudo, quando se chegou a temer que não seria possível vender,
que ninguém queria o banco, que todas as soluções eram más, este acaba
por ser um dia positivo. Uma vitória para o país e para o Governo.
O banco foi vendido à última hora, mas foi vendido.
Talvez tenham sido as melhores condições, mas foi vendido. Pode agora caminhar pelo seu próprio pé.
É um risco que temos de assumir de as coisas poderem correr mal, mas podem correr bem e aí valeu a pena.
Em
síntese, penso que demos hoje um grande passo do ponto de vista da
sustentabilidade do sistema bancário, com futuro impacto económico e
financeiro.
Adeus Novo Banco! Adeus BES!
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