domingo, 28 de outubro de 2018

Povo irmão..


Aquilo que espera o povo brasileiro a partir de hoje ninguém sabe.

Será uma escolha difícil.

Escolher sem escolha.

Fazer a opção menos má, poderá ser o caminho de muitos brasileiros.

Uma coisa é certa, não gostaria de estar na pele de um dos nossos irmãos.

Esperemos que do resultado não surja um mergulho no vazio, no escuro.

Apesar de tudo (sublinho o tudo), há que ponderar questões de base, ter em conta aqueles que são os alicerces de uma sociedade sã.

Podíamos focar outros pontos, mas só para dar um exemplo, o que é pior, ameaça de corrução ou a promessa de uma deriva paternalista, populista e discriminatória?

Cada um fará a sua ponderação e tomará a mais que difícil decisão.

Resta deixar um abraço ao povo brasileiro.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Mobilidade positiva..


Sem qualquer dividendo político associado a este post, com a medida dos passes a preços controlados e discussão gerada em seu torno, julgo se fez mais pela Mobilidade, logo pela Economia, Ambiente e vida de todos nós (dia-a-dia), em escassos dias do que durante décadas.

São vários os  ganhos que se registam, mas também existem perdas, no entanto, no final, dados os valores que se levantam pensamos que a relação custo/beneficio é amplamente positiva.

A medida em análise, segundo o Governo, custa diretamente ao Orçamento de Estado menos 100 milhões de euros (o que consideramos uma valor baixíssimo face aos benefícios associados), mas é preciso fazer outras contas no que toca só ao Estado. Desde logo, se se quer apostar verdadeiramente no transporte público há muito a fazer, muito dinheiro a gastar e suportar alguns custos indiretos (nomeadamente receitas que têm de se ir buscar a outros sítios.

Do lado dos investimentos temos: as infraestruturas (essencialmente linhas ferroviárias, de metro e de elétrico, faixas BUS, e já para não falar na necessidade de construção de mega parques de estacionamento nas preferias da cidade); e o material circulante (composições e autocarros). Estes investimentos vão ter de subir em flecha. São despesas que pesarão de sobre maneira nos próximos orçamentos.

Do lado dos custos correntes ou operacionais, as empresas públicas verão os mesmos subir em flecha (mais pessoal; mais material circulante; mais utentes; mais desgaste de material; mais equipamento para manter; mais frequência de composições) e como as receitas não vão cobri-los na totalidade será necessário injetar dinheiro a partir do Orçamento de Estado e dos municípios. O mesmo sucederá com as empresas privadas de transporte, que terão de ser compensadas pela quebra nas receitas dos passes e aumento do volume de passageiros.

Depois de focarmos alguns custos diretos, teremos os custos indiretos, que estão essencialmente centrados na perda de receitas do Estado, mas também existem alguns a ser suportados pelos privados que atua no setor da mobilidade.

Em primeiro lugar, se os portugueses aderirem a sério ao transporte público todo o setor automóvel irá ressentir-se fortemente. Não só a venda de carros tenderá a cair, como numa primeira fase o consumo de combustíveis tenderá a cair fortemente e manterá a queda, as receitas de portagem e ocupação da via pública cairão, assim como a necessidade de manutenção dos veículos tenderá a baixar. Depois diminuirá progressiva e marginalmente o setor segurador automóvel, a necessidade de inspeção e a receita com o imposto de circulação e automóvel também se ressentirá. Portanto, o Estado terá de compensar uma importante quebra de receitas, essencialmente devido à quebra no imposto sobre produtos petrolíferos, dado que o aumento do consumo pelos transportes públicos não compensará de forma alguma a forte quebra.

Como o mundo não é só feito de ameaças, no meio de tudo isto surgirão algumas oportunidades e estamos a lembrar-nos da mobilidade suave, das transportadoras privadas de pequena escala (uber; táxi; cabify; etc.), dos carros partilhados e outros novos meios de mobilidade que serão complementares ao  transporte público e até ao individual.

Do lado da externalidades positivas, teremos como é claro  melhor ambiente, as estradas ficarão limpas para os transportes públicos e para quem verdadeiramente precisa delas (melhor circulação de pessoas e bens), a velocidade das deslocações será superior, logo teremos hipótese de ser mais pontuais e acima de tudo ganhar tempo para outras tarefas e para nós.

Enfim, se esta mudança for um sucesso (geralmente somos radicais e exemplo no que toca mudar para melhor), seguramente que os nossos futuros herdarão um Portugal mais limpo, com melhor ambiente e qualidade de vida, e por conseguinte, com uma economia mais saudável e próspera.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Chegar velho a velho..


Mas com a mania que se novo!

Conhecem? Pois, eu conheço!

 E com a mania de infernizar a vida aos mais novos!

Até literatura da especialidade leem e mostram com pompa e circunstância para demonstrar aos demais o quão novos são.

Estas pessoas não percebem a essência.  Efetivamente a idade real do ser humano não tem só a ver com a sua idade cronológica e com os seus problemas físicos e de saúde (embora estes pontos sejam muito importantes e bastante condicionantes), mas sim com o espírito e a atitude perante a vida e o mundo que nos rodeia.

Agora, esta última parte não precisa de ser provada por quem quer que seja. Isto é um estado de alma, reconhecido implicitamente pelo mundo, não precisa de ser declarado, constantemente sublinhado e reconhecido (à força) por terceiros.

 Isso quanto a nós torna a pessoa cansativa e mais velha do que as demais, é bimbo, e é até um pouco patológico, pois nalguns casos trata-se de ter a mania de que se é novo, quando na verdade se é velho de todas as maneiras!!!

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Relação com o dinheiro..

 
Onde gastar o dinheiro?

Futebol, mulheres e vinho verde, como diz a máxima popular?

Casas, carros e outro património mobiliário?

Gastar ou não gastar?

Consumir, poupar ou investir?

Viver a gastar ou viver para não gastar?

Muitas perguntas, outras tantas respostas, mas diríamos que o importante é viver, fazendo com responsabilidade e sem necessidade de intervenção/ajuda de terceiros.

Agora, há aquele desvio na gestão das finanças que já não é viver…

Não há umas férias, não há uma viagem digna desse nome, uma experiência fora da caixa... sei lá um bom vinho... não há memórias a não ser as clássicas, porque se decidiu viver uma vida excessivamente frugal e projetar a sua própria vida tendo por base a gestão feita por terceiros.

Digamos que falamos de casos em que há uma obsessão pela poupança, muitas vezes por imitação de modelo ou com objetivo de atingir patamares que outros (próximos) atingiram (exemplos de vida), para depois provar no círculo mais fechado que se pode gastar e/ou dar. Uma maneira de princípio humilde de viver a vida, com base no trabalho e poupança, mas que tem uma vontade contrária por detrás, a vontade de se fazer grande perante amigos e familiares.

Posto isto, importa dizer que a poupança, se saudável, não deve ser diabolizada, é muito importante, mas não deve é ser doentia e ser utilizada para fins desviantes. A poupança deve representar segurança para a vida (para uma situação de emergência pessoal, familiar ou de um amigo mais chegado), mas também com objetivo de ter capacidade de consumo ou investimento futuro (tendo em conta um plano mais ou menos estabelecido de vida), pode ainda (sem ser doentio) ter objetivo de deixar um legado de arranque para os filhos.

Em síntese, para todos aqueles que podem (infelizmente muita gente no nosso país não o consegue fazer) devem poupar de forma saudável, não vivendo obcecados por isso. Aproveitem a vida dentro dos possíveis e racionalidade, trabalhem e poupem, mas consumam sem serem consumistas, satisfazendo vontades e necessidades, viagem, experienciem, invistam, corram riscos…

VIVAM!!!

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Sobrevivente..


O título podia apontar para escrever, por exemplo, sobre as aventuras de Bear Grylls, o famoso survivor que já passou nos mais variados formatos e canais na nossa televisão, mas o que me leva a escrever é mais sobre o “nosso mundo”, pese embora estes episódios sejam uma inspiração direta e indireta como é possível, no caso, contornar os elementos, a mãe natureza.

Dizer que este nosso blog, Resiliência, aponta neste sentido, na capacidade de resistir às adversidades da vida. Viver o bom e o mau quase de igual forma, de peito aberto, preparados para ser feliz, mas também para sofrer quando é preciso.

A vida não é cor-de-rosa, sempre, prega-nos partidas e não espera que estejamos preparados para dar resposta à altura.

Às primeiras adversidades, surpresas e rasteiras é natural não reagir bem ou reagir mesmo de forma errada, mas o tempo e a experiência dão-nos calo suficiente para olhar a realidade e ir dando respostas mais adequadas.

Calma, sangue frio, uma boa dose de inteligência, nomeadamente emocional, ajudam-nos a não perder o controlo, a não cometer erros estúpidos, e a superar os cumes que se nos atravessam.

O estado físico e mental, bem como as capacidades detidas ou já demonstradas a estes níveis ao longo da vida, são normalmente bons indicadores para termos uma ideia se conseguimos ou não superar as adversidades. O atleta que nunca abandonou uma corrida, mesmo que abalado pelo cansaço, pelos elementos, pelos desincentivos de vária ordem, dificilmente desistirá de uma “luta” na vida.

Se a estes estados juntarmos um espírito competitivo e combativo, queremos que estão reunidos os ingredientes, para mais cedo ou mais tarde, as mais difíceis “batalhas” que se apresentam serem superadas.

Foquem-se em coisas positivas.

Contra ataquem pela positiva e nunca com os meios baixos que terceiros possam utilizar.

Transformem pontos fracos em fortes, fraquezas em forças, ameaças em oportunidades.

Procurem suporte, mas se necessário lutem sozinhos com todas as forças.

Não se deixem vencer pelo cansaço.

Sejam resilientes!

Sobrevivam!

Vençam!

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Popular ou popularucho


Todos nós, mesmo sem o saber o perceber as diferenças, já lidamos com estas duas castas.

Embora relativamente fáceis de encontrar, os mais incautos podem ter dificuldades em distingui-los.

Temos a/o popular, isto é, aquele tipo de pessoa que pertence ao povo, que é sua parte integrante e reconhecido por este (como, por exemplo, um verdadeiro líder deve ser reconhecido) e que é do agrado do povo ou de um conjunto alargado de pessoas. Por outro lado, aquele tipo de pessoa que imita o que é popular, ou seja, a/o popularucho/a.

Segundo o dicionário Priberam, o popularucho também pode ser considerado vulgar e até pessoa de baixa qualidade.

O popularucho procura agradar, mostra-se, quer que os outros gostem de si e das suas pretensas qualidades e feitos.

O popularucho impõe-se, quer ser reconhecido e não é natural e espontaneamente reconhecido pelos outros.

Se necessário até de tapete faz. Está disposto a quase tudo, ainda que forma dissimulada, para ser tal qual um popular.

Na minha vida tive o azar de me cruzar de perto com alguns destes espécimes…

…infelizmente descobri com o tempo que dois ou três gravitam bastante perto de mim…

Miséria a minha!

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Montadito II


Ainda a conversa de um amigo que aqui relatei há dias, por ter tanto de rocambolesca como até de perigosa, desde logo porque o desfecho é imprevisível...

«... e tal, parece que me querem fazer de mim montadito em vários planos. Não só a nível familiar e das amizades, mas também a nível profissional. Existem ligações entre as diversas partes, num sistema de vasos comunicantes, orquestrado por uma ou duas mentes desviantes e com a colaboração de outras oportunistas, que me querem silenciosamente prejudicar, mas acima tudo querem que eu próprio me prejudique, ao ponto de ter de pedir ajuda médica especializada.

Os meus carrascos passam-se por meus melhores familiares/amigos/colegas, aproveitando essa pretensa proximidade para me apunhalar descaradamente nas costas ou por simplesmente na praça pública denegrir a minha imagem.»

Mais acrescentou, «que tudo se resolveria se uma das mentes desviantes por detrás da arquitetura do plano, tivesse coragem para uma vez por todos se assumir e de assumir aquilo que quer da vida, de assumir também as suas imperfeições. Isso passa por, nos momentos de decisão e de emitir opinião, não as omitir ou fazer aquele papel de passa responsabilidades, que se vêm mais tarde a transformar-se em culpas...»

Dizia ainda que «a vida é feita de escolhas e não de não decisões e de javardos e calculistas linchamentos públicos.»

... na sequência da conversa, disse-lhe, quanto mais te querem isolar e prejudicar, mais forte te farão (no sentido positivo, pois só esse interessa) e te conduzirão a um desfecho benévolo. Pois, por detrás das tuas distrações, erros, omissões e defeitos, está um coração bom, que não age no sentido malévolo, que erra, que tal como os outros o são, deveria ser chamado, de quando em vez, à razão. Uma pessoa que faz escolhas, que podem ou não agradar a terceiros, e que cada vez mais as assume perante o mundo.

O mundo, ou pelo menos parte dele, quando acordar, perceberá o tremendo excesso e injustiça que está a cometer, dar-te-a mão para voltares a caminhar.. 

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Pecados vs Virtudes


Os 7 pecados mortais e a virtude oposta:

Soberba – Humildade

Avareza – Generosidade

Luxúria – Castidade

Inveja – Caridade

Gula – Temperança

Ira – Paciência

Preguiça – Diligência

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Montadito..


Conversa de um amigo há dias atrás :

"... e quando te apercebes, ao fim de um tempo largo, que andas a ser montado... e se durante algum tempo tínhas dúvidas, agora não resta nenhuma... tipo cenário de filme, com argumento, personagens, realizadores, produtores..."