quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Montadito II


Ainda a conversa de um amigo que aqui relatei há dias, por ter tanto de rocambolesca como até de perigosa, desde logo porque o desfecho é imprevisível...

«... e tal, parece que me querem fazer de mim montadito em vários planos. Não só a nível familiar e das amizades, mas também a nível profissional. Existem ligações entre as diversas partes, num sistema de vasos comunicantes, orquestrado por uma ou duas mentes desviantes e com a colaboração de outras oportunistas, que me querem silenciosamente prejudicar, mas acima tudo querem que eu próprio me prejudique, ao ponto de ter de pedir ajuda médica especializada.

Os meus carrascos passam-se por meus melhores familiares/amigos/colegas, aproveitando essa pretensa proximidade para me apunhalar descaradamente nas costas ou por simplesmente na praça pública denegrir a minha imagem.»

Mais acrescentou, «que tudo se resolveria se uma das mentes desviantes por detrás da arquitetura do plano, tivesse coragem para uma vez por todos se assumir e de assumir aquilo que quer da vida, de assumir também as suas imperfeições. Isso passa por, nos momentos de decisão e de emitir opinião, não as omitir ou fazer aquele papel de passa responsabilidades, que se vêm mais tarde a transformar-se em culpas...»

Dizia ainda que «a vida é feita de escolhas e não de não decisões e de javardos e calculistas linchamentos públicos.»

... na sequência da conversa, disse-lhe, quanto mais te querem isolar e prejudicar, mais forte te farão (no sentido positivo, pois só esse interessa) e te conduzirão a um desfecho benévolo. Pois, por detrás das tuas distrações, erros, omissões e defeitos, está um coração bom, que não age no sentido malévolo, que erra, que tal como os outros o são, deveria ser chamado, de quando em vez, à razão. Uma pessoa que faz escolhas, que podem ou não agradar a terceiros, e que cada vez mais as assume perante o mundo.

O mundo, ou pelo menos parte dele, quando acordar, perceberá o tremendo excesso e injustiça que está a cometer, dar-te-a mão para voltares a caminhar.. 

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