Sem qualquer dividendo político associado a este post, com a medida dos passes a preços controlados e discussão gerada em seu torno, julgo se fez mais pela Mobilidade, logo pela Economia, Ambiente e vida de todos nós (dia-a-dia), em escassos dias do que durante décadas.
São vários os ganhos que se registam, mas também existem perdas, no entanto, no final, dados os valores que se levantam pensamos que a relação custo/beneficio é amplamente positiva.
A medida em análise, segundo o Governo, custa diretamente ao Orçamento de Estado menos 100 milhões de euros (o que consideramos uma valor baixíssimo face aos benefícios associados), mas é preciso fazer outras contas no que toca só ao Estado. Desde logo, se se quer apostar verdadeiramente no transporte público há muito a fazer, muito dinheiro a gastar e suportar alguns custos indiretos (nomeadamente receitas que têm de se ir buscar a outros sítios.
Do lado dos investimentos temos: as infraestruturas (essencialmente linhas ferroviárias, de metro e de elétrico, faixas BUS, e já para não falar na necessidade de construção de mega parques de estacionamento nas preferias da cidade); e o material circulante (composições e autocarros). Estes investimentos vão ter de subir em flecha. São despesas que pesarão de sobre maneira nos próximos orçamentos.
Do lado dos custos correntes ou operacionais, as empresas públicas verão os mesmos subir em flecha (mais pessoal; mais material circulante; mais utentes; mais desgaste de material; mais equipamento para manter; mais frequência de composições) e como as receitas não vão cobri-los na totalidade será necessário injetar dinheiro a partir do Orçamento de Estado e dos municípios. O mesmo sucederá com as empresas privadas de transporte, que terão de ser compensadas pela quebra nas receitas dos passes e aumento do volume de passageiros.
Depois de focarmos alguns custos diretos, teremos os custos indiretos, que estão essencialmente centrados na perda de receitas do Estado, mas também existem alguns a ser suportados pelos privados que atua no setor da mobilidade.
Em primeiro lugar, se os portugueses aderirem a sério ao transporte público todo o setor automóvel irá ressentir-se fortemente. Não só a venda de carros tenderá a cair, como numa primeira fase o consumo de combustíveis tenderá a cair fortemente e manterá a queda, as receitas de portagem e ocupação da via pública cairão, assim como a necessidade de manutenção dos veículos tenderá a baixar. Depois diminuirá progressiva e marginalmente o setor segurador automóvel, a necessidade de inspeção e a receita com o imposto de circulação e automóvel também se ressentirá. Portanto, o Estado terá de compensar uma importante quebra de receitas, essencialmente devido à quebra no imposto sobre produtos petrolíferos, dado que o aumento do consumo pelos transportes públicos não compensará de forma alguma a forte quebra.
Como o mundo não é só feito de ameaças, no meio de tudo isto surgirão algumas oportunidades e estamos a lembrar-nos da mobilidade suave, das transportadoras privadas de pequena escala (uber; táxi; cabify; etc.), dos carros partilhados e outros novos meios de mobilidade que serão complementares ao transporte público e até ao individual.
Do lado da externalidades positivas, teremos como é claro melhor ambiente, as estradas ficarão limpas para os transportes públicos e para quem verdadeiramente precisa delas (melhor circulação de pessoas e bens), a velocidade das deslocações será superior, logo teremos hipótese de ser mais pontuais e acima de tudo ganhar tempo para outras tarefas e para nós.
Enfim, se esta mudança for um sucesso (geralmente somos radicais e exemplo no que toca mudar para melhor), seguramente que os nossos futuros herdarão um Portugal mais limpo, com melhor ambiente e qualidade de vida, e por conseguinte, com uma economia mais saudável e próspera.
São vários os ganhos que se registam, mas também existem perdas, no entanto, no final, dados os valores que se levantam pensamos que a relação custo/beneficio é amplamente positiva.
A medida em análise, segundo o Governo, custa diretamente ao Orçamento de Estado menos 100 milhões de euros (o que consideramos uma valor baixíssimo face aos benefícios associados), mas é preciso fazer outras contas no que toca só ao Estado. Desde logo, se se quer apostar verdadeiramente no transporte público há muito a fazer, muito dinheiro a gastar e suportar alguns custos indiretos (nomeadamente receitas que têm de se ir buscar a outros sítios.
Do lado dos investimentos temos: as infraestruturas (essencialmente linhas ferroviárias, de metro e de elétrico, faixas BUS, e já para não falar na necessidade de construção de mega parques de estacionamento nas preferias da cidade); e o material circulante (composições e autocarros). Estes investimentos vão ter de subir em flecha. São despesas que pesarão de sobre maneira nos próximos orçamentos.
Do lado dos custos correntes ou operacionais, as empresas públicas verão os mesmos subir em flecha (mais pessoal; mais material circulante; mais utentes; mais desgaste de material; mais equipamento para manter; mais frequência de composições) e como as receitas não vão cobri-los na totalidade será necessário injetar dinheiro a partir do Orçamento de Estado e dos municípios. O mesmo sucederá com as empresas privadas de transporte, que terão de ser compensadas pela quebra nas receitas dos passes e aumento do volume de passageiros.
Depois de focarmos alguns custos diretos, teremos os custos indiretos, que estão essencialmente centrados na perda de receitas do Estado, mas também existem alguns a ser suportados pelos privados que atua no setor da mobilidade.
Em primeiro lugar, se os portugueses aderirem a sério ao transporte público todo o setor automóvel irá ressentir-se fortemente. Não só a venda de carros tenderá a cair, como numa primeira fase o consumo de combustíveis tenderá a cair fortemente e manterá a queda, as receitas de portagem e ocupação da via pública cairão, assim como a necessidade de manutenção dos veículos tenderá a baixar. Depois diminuirá progressiva e marginalmente o setor segurador automóvel, a necessidade de inspeção e a receita com o imposto de circulação e automóvel também se ressentirá. Portanto, o Estado terá de compensar uma importante quebra de receitas, essencialmente devido à quebra no imposto sobre produtos petrolíferos, dado que o aumento do consumo pelos transportes públicos não compensará de forma alguma a forte quebra.
Como o mundo não é só feito de ameaças, no meio de tudo isto surgirão algumas oportunidades e estamos a lembrar-nos da mobilidade suave, das transportadoras privadas de pequena escala (uber; táxi; cabify; etc.), dos carros partilhados e outros novos meios de mobilidade que serão complementares ao transporte público e até ao individual.
Do lado da externalidades positivas, teremos como é claro melhor ambiente, as estradas ficarão limpas para os transportes públicos e para quem verdadeiramente precisa delas (melhor circulação de pessoas e bens), a velocidade das deslocações será superior, logo teremos hipótese de ser mais pontuais e acima de tudo ganhar tempo para outras tarefas e para nós.
Enfim, se esta mudança for um sucesso (geralmente somos radicais e exemplo no que toca mudar para melhor), seguramente que os nossos futuros herdarão um Portugal mais limpo, com melhor ambiente e qualidade de vida, e por conseguinte, com uma economia mais saudável e próspera.
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