sábado, 31 de agosto de 2013

A validade dos portugueses


Apesar de Portugal ser, a par de muitos países europeus, um país que está a envelhecer de forma acelerada, este é também o país onde os novos são novos demais e os velhos são velhos demais. E engane-se quem pense que isto se aplica só a matérias laborais.

Salvo raríssimas exceções, que precisamos de procurar como quem procura uma fina agulha num palheiro, o nosso país tende por um lado a menosprezar a sabedoria, a sagacidade e experiência dos mais avançados no seu caminho e tem uma espécie de horror em acreditar e viabilizar as capacidades dos mais novos, dando-lhe oportunidades ou responsabilidades.

Somos ainda um país estanque nesta matéria, que vive em circuitos fechados, e a nossa Administração Pública (apesar de também ela envelhecida) será um dos expoentes máximos desta biunívoca incapacidade de mesclar as nossas organizações, dando oportunidade a todos sem exceção, independentemente da sua idade, de colocar no terreno as suas aptidões, competências, assim como potencial que cada um encerra em si.

É desta forma pouco saudável que vamos vivendo, quando tínhamos muito a ganhar com uma prespetiva de capital humano mais inclusiva, integrativa, de partilha entre as diferentes gerações e de aproveitamento daquilo que cada um tem de melhor.

Quem ficará no meio da leitura caótica que fazemos neste aspeto do todo social?

Será a este nível a sociaedade portuguesa (tendendicalmente) igualitária?

Quando tem inicio e fim a nossa validade? Qual a nossa vida útil se por um lado nos bloqueiam e por outro nos empurram borda fora. Seremos descartáveis? Seremos um subproduto da sociedade do consumo, logo meramente instrumentais?

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Lisboa uma aldeia quente e silenciosa

 
Nestes quentes dias de agosto que toldam a grande e silenciosa aldeia Lisboa, compõe a qualquer hora as artérias centrais um colorido e multiracial mosaico provindo de todas origens e ainda alguns dos nativos que buscam seu futuro na capital deste mar de chamas e algumas tragédias. 

Viva a Baixa, o Chiado e o Bairro Alto pela vida que injeta a esta aldeia transformando-a, quiça, numa ainda mais interessante e cosmopolita cidade europeia e do mundo... 

Qual Fenix renascida das cinzas resultantes do caldeirão de chamas que há 25 anos atrás prenderam ao passado e à memoria dos que o conheceram um Chiado que já não existe.

Esta nova vida do Chiado e da Baixa como um todo (em resultado de outras importantes alterações) constitui uma justa e digna homenagem a todos os que (como os que nos são próximos) viveram direta ou indiretamente o drama daqueles dias e dos dias/anos que se seguiram.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Primeira Pedra


Está lançada a primeira pedra deste Resilência, que não deixa de ser uma espécie de elogio àqueles que presistem em resistir ou vão resistindo, que vão superando e se superado nesta ocidental praia lusitana...

... até quando? Talvez até ao limite das suas forças ou começo das fraquezas de cada um ou, quem sabe, um pouco mais do que isso. Talvez algo de transcendente nos vá irracionalmente conetando a este terreno.

Embora esta seja uma batalha alargada, é essencialmente uma batalha das gerações mais novas.

A tentação para a deserção é permanente, forte e pertinente, especialmente porque neste mundo a validade do ser humano (leia-se idade) é uma variável cruel... 

Entre muitas incertezas e algumas certezas, não deixamos de perguntar até quando e porquê resistir?

A imoralidade, a injustiça, a infelicidade, a pobreza, a intolerância, a seguementação/desagregação  social, o descaramento e a mentira graçam por este Portugal. Algumas destas realidades afetam muitos de nós, mesmo que isso não aconteça não podemos ser elas indiferentes, não podem deixar de ser também nossas e de nos levar a questionar até quando Portugal?