sábado, 31 de agosto de 2013

A validade dos portugueses


Apesar de Portugal ser, a par de muitos países europeus, um país que está a envelhecer de forma acelerada, este é também o país onde os novos são novos demais e os velhos são velhos demais. E engane-se quem pense que isto se aplica só a matérias laborais.

Salvo raríssimas exceções, que precisamos de procurar como quem procura uma fina agulha num palheiro, o nosso país tende por um lado a menosprezar a sabedoria, a sagacidade e experiência dos mais avançados no seu caminho e tem uma espécie de horror em acreditar e viabilizar as capacidades dos mais novos, dando-lhe oportunidades ou responsabilidades.

Somos ainda um país estanque nesta matéria, que vive em circuitos fechados, e a nossa Administração Pública (apesar de também ela envelhecida) será um dos expoentes máximos desta biunívoca incapacidade de mesclar as nossas organizações, dando oportunidade a todos sem exceção, independentemente da sua idade, de colocar no terreno as suas aptidões, competências, assim como potencial que cada um encerra em si.

É desta forma pouco saudável que vamos vivendo, quando tínhamos muito a ganhar com uma prespetiva de capital humano mais inclusiva, integrativa, de partilha entre as diferentes gerações e de aproveitamento daquilo que cada um tem de melhor.

Quem ficará no meio da leitura caótica que fazemos neste aspeto do todo social?

Será a este nível a sociaedade portuguesa (tendendicalmente) igualitária?

Quando tem inicio e fim a nossa validade? Qual a nossa vida útil se por um lado nos bloqueiam e por outro nos empurram borda fora. Seremos descartáveis? Seremos um subproduto da sociedade do consumo, logo meramente instrumentais?

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