terça-feira, 1 de abril de 2014

Sobre Natalidade...



«A Spies Rejser, uma agência de viagens dinamarquesa, lançou uma campanha com o intuito de contrariar a reduzida da taxa de natalidade do país. Sob o mote "faço-o [sexo] pela Dinamarca!", a empresa aconselha os seus cliente a fazer sexo em nome do país. (...) A agência de viagens vai oferecer produtos para crianças e viagens para toda a família, isto desde que os casais comprovem, através dos registos de nascimento, que as crianças foram concebidas durante férias marcadas pela empresa

A página oficial da Spies Rejser sugere uma lista de destinos românticos, dá dicas aos casais que pretendam ter filhos e explica como serão apurados os vencedores dos prémios. Depois de viajar através da agência, os casais devem inscrever-se no passatempo. Em poucos dias recebem em casa um teste de gravidez que, no caso de ser positivo, deve ser fotografado e a imagem enviada como prova.»*

 Sobre o tema da quebra da natalidade, no caso no nosso país, ainda recentemente numa formação que me encontro a frequentar, uma das colegas, responsável de marketing de uma das maiores marcas de artigos de puericultura em comercialização no nosso país, dizia não saberem  bem o que fazer para alterar o cenário de quebra permanente das vendas nos últimos anos. Está claro que várias foram as vozes que meio a sério meio a brincar se levantaram propondo que a marca promove-se a importância da natalidade!

Como o fazer? Ora estávamos, desde logo, ali perante a pessoa certa para pensar na forma de comunicar essa necessidade. Ela dizia que não chegava e que os rios de dinheiro que se podem gastar em publicidade e comunicação não ajudam a resolver o problema. Em tom irónico logo se levantaram vocês a propor que então passem a fazer chuchas para adultos!

 Pois bem, não custa repensar a estratégia. Estabelecer parcerias. Procurar, por exemplo, fazer lobby pela natalidade tal como fez esta empresa dinamarquesa.

Todos temos as nossas responsabilidades. O Estado enquanto gestor de políticas públicas, as empresas e demais agentes económicos, e fundamentalmente os portugueses/famílias.

Um país sem renovação de gerações é um país egoísta e, acima de tudo, um país sem futuro!

* Fonte:

Sem comentários:

Enviar um comentário