Agora que se parece dissipar-se de vez a ideia que a casa é bom investimento e que, afinal, ser proprietário de uma fração pode trazer tantas vantagens como problemas, penso que estamos (portugueses) melhor preparados para uma nova abordagem.
Quando alguém, especialmente novo, a entrar no mercado de trabalho e a iniciar a vida por conta e risco, contrata com um banco a hipoteca de uma casa, não está a hipotecar apenas imóvel mas hipotecar também a vida. Se a isto somarmos o crédito para o carro e outros bens ditos essenciais, que por mera patranha adquirimos com crédito está tudo dito.
Muitos de nós (eu incluído na parte do crédito à habitação) bebi deste veneno!
Quando alguém, especialmente novo, a entrar no mercado de trabalho e a iniciar a vida por conta e risco, contrata com um banco a hipoteca de uma casa, não está a hipotecar apenas imóvel mas hipotecar também a vida. Se a isto somarmos o crédito para o carro e outros bens ditos essenciais, que por mera patranha adquirimos com crédito está tudo dito.
Muitos de nós (eu incluído na parte do crédito à habitação) bebi deste veneno!
A compra da casa é como os matrimónios: é tendencialmente para vida. Quando queremos refazer a nossa opção de forma responsável, pelo menos de há uns anos para cá, percebemos que os negócios não são assim tão bons (estivessem as taxas de juro em níveis mais elevados veríamos), e que o tecto que nos cobre se pode tornar num mau investimento.
Onde fica a capacidade para investir em educação ou na edificação de um novo negócio (do próprio emprego)?
A casa própria não aprisiona apenas financeiramente. Fixa-nos. Imobiliza-nos, leva-nos a perder oportunidades, quando a vida está cada vez mais em constante e rápida mudança, como sejam: a possibilidade de agarrar uma oportunidade de emprego imediata no outro local distante; de trabalhar mais; de estudar-trabalhar; de dar mais qualidade de vida à família e a nós próprios. E restringe porque, não raras vezes, temos dificuldade em vender ou não podemos por simplesmente vender por que isso implica elevadas perdas.
Deixemos (onde me incluo) o negócio da propriedade para quem dele sabe, para quem vive da compra, venda e arrendamento, e dediquemo-nos às atividades e investimentos que realmente interessam.
Nós apenas habitamos!
Apreendamos a habitar de forma inteligente!
A nossa vida e economia agradecem!
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