segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Eleições primárias do PS


1.º António Costa

2.º Abstenção

3.º Seguro

Está tudo dito quanto a resultados!

Em termos formais é uma nova via para seleção de um líder partidário em Portugal, que fará escola e que se tornará uma regra para os partidos democráticos.

Nota adicional: o Portugal político parece ter acordado por umas breves semanas, ainda que a discusão tenha sido vazio de conteúdo, com esta rutura de recurso, atabalhoada, intempestiva e cínica do agora ex-líder do PS. Fica, pelo menos, essa marca. O resto depressa se apagará/esquecerá.

Sobre eleições primárias destacos o que escreveu:

Vital Moreira («Recall», Diário Económico de 01/10/2014);

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Faz o que eu digo, não faças o que eu faço"



A popular expressão que titula o presente texto, assenta que nem uma luva aos apregoadores da moral e bons costumes que pairam diretamente ou indiretamente sobre as nossas vidas.

Apesar de alguns apregoarem o contrário ninguém foi/é/será santo, irrepreensível na ação e omissão ao longo de toda sua vida. Todos nós num momento ou outro da vida cometemos erros. Alguns até moral ou eticamente reprováveis, ainda que a gravidade e contexto do ato não sejam indiferentes.

Ora, o grave da situação não está aqui, nem tão pouco no reconhecimento como aquele que fazemos no parágrafo anterior, está antes na atitude e palavras moralistas que alguns seres humanos utilizam no sentido de moralizar terceiros e de lhes incutir valores limpos/puros, baseados no seu próprio exemplo, os quais nos são apresentados como tendo uma força regeneradora/refundadora.

Ora, tudo isto é muito bonito até ao dia em que se descobre, no passado ou presente, algo (pelo menos) moral ou eticamente reprovável na vida dos moralistas encartados.

Deveriam afinal ter outro decoro, refletir sobre si próprios, pois afinal aparentam ter também telhados de vidro dissimulados nas teses moralistas com que nos procuram condicionar os dias.

Quem, como nós, já viveu o verdadeiro espírito de corpo em que havia reconhecido respeito e consideração pelo timoneiro, apesar de por vezes se discordar das suas opções, percebe que é impossível olhar para essa figura sem achar que o seu comportamento deve gerar comportamento.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A utilização tática da segunda pessoa do singular


A utilização excessiva da segunda pessoa do singular ou a conjugação verbal nessa pessoa fora de um ambiente informal ou fora de um ambiente restrito/privado/específico podem ser entendidos como um desvio ao nível do trato, isto é, como uma forma de tornar menos plana a interrelação e até desvirtuar a perceção de terceiros sobre a mesma.

À parte dos formalismos dispensáveis, não podemos esquecer que a nossa sociedade assenta ainda no excesso de formalismo no trato.

Mesmo que sejamos contra ou não façamos uso do formalismo de tratar alguém na terceira pessoa, aceitamo-lo como normal e até estranhamos que em determinadas circunstâncias a praxis não seja cumprida.

Ou seja, considerada a nossa cultura, em determinado contexto achamos estranho alguém tratar outrem por tu ou utilizar a conjugações verbais nessa pessoa.

Mais estranho é a utilização tática desse enquadramento para, por exemplo, fragilizar a contraparte. 

A extensão da confiança dada por essa forma de trato serve de transístor para ataques diretos, cirúrgicos e com impactos dificilmente controláveis.

Vem este tema a propósito dos debates dos Antónios do PS, onde os visados (mais Seguro) abusaram desse jogo (para nós tático) de trato pseudo plano e, simultâneamente, de faca afiada na liga.

Espetáculo infeliz, que chega a perturbar quem quer extrair da discussão sumo. Isto é, concluir se existe mesmo um caminho alternativo para o país.

O Novo Irmão Metralha - Segundo o Financial Times


















Setembro 11, 2014 6:58 pm
 Financial Times 
Miles Johnson and Peter Wise
Banco Espírito Santo: Family fortunes
Bank chief Ricardo Espírito Santo Salgado faces allegations that his group engaged in a fraud

http://www.ft.com/intl/cms/s/0/a63a4a56-32c0-11e4-93c6-00144feabdc0.html#axzz3D67Pk9BC

9 / II


O dia em que o Mundo voltou a mudar.

Afinal, o fim da história não estava escrito.

Passaram 13 anos.

Muita coisa mudou a ocidente, mas também a oriente.

O Mundo é hoje diferente. 

A marca sangrenta e de terror à escala global que essa terrível experiência nos trouxe não é indiferente ao Mundo que temos hoje.


 Uma prova que tudo está permanentemente em aberto.

Paz àqueles que perderam a sua vida por estarem precisamente a viver a vida, bem como àqueles que não hesitaram em cumprir o seu dever de auxílio às vítimas, sabendo de antemão que a viagem dificilmente teria regresso.

Visite online: 9 /11 Memorial

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Frase do dia...


«Graças a Deus. Ou, quem sabe, graças a Mario Draghi»!
Martin Schulz

 









Sobre a crise do euro e contributo decisivo de Draghi no caminho da resolução dos problemas da eurozona.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Malabarismos + Vigarices = Malabarices


Passos, o retificador, como muitos o vêm apelidando (dado ser um recordista no número de revisões que produziu aos orçamentos de estado sob a sua tutela), tornou célebre no inicio do seu mandato a expressão malabarices (malabarismo com caráter de vigarice).

Há época o responsável encartado pelos destinos executivos da nação lusa usou a expressão para caraterizar e criticar a gestão anterior, arrogando-se de outras qualidades gestionárias, outra superioridade moral e ética em relação aos demais.

Ora bem, sem apologismos ou defesas a anteriores corpos executivos (peditório para qual não contribuo), o passado recente tem vindo a esclarecer que essa auto-exclusão do conceito gestionário contido na expressão malabarices era contigencial. O nosso PM parece ter revogado ao longo do seu mandato e mais recentemente esse seu posicionamento anti-desviante.


As consecutivas retificações ao orçamento e outras previsões falhadas são um expoente máximo, assim como o são as receitas extraordinárias (onde incluo privatizações feitas à pressa e de retorno duvidoso e essencialmente um injustíssimo perdão fiscal), as folgas ocultas que tanto desaparecem como aparecem, ou ainda a gestão dos dinheiros públicos em função do calendário eleitoral ao arrepio do prometido.

O cidadão financiador-cliente da operação estatal merece presivibilidade.

A fase planeamento, continua a falhar, mesmo pelas mãos daqueles que se arrogam da capacidade de conduzir os destinos do país pelos caminhos da eficiência. Da capacidade de gerir e não de administrar recursos escassos.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Sobre (des)igualdade e liberdade...


«Entre o forte e o fraco, entre o rico e o pobre, entre o senhor e o servo, é a liberdade que oprime e a lei que liberta».
Henri Lacordaire

Esta citação, contém uma perspetiva interessante sobre os temas da igualdade e liberdade constam do artigo, de José Vitor Malheiros, publicado pelo Jornal Público online a 26/08/2014, que recentemente li (e cuja leitura recomendo) denominado: «num mundo desigual, a liberdade é um privilégio de alguns e não um bem universal»:


A liberdade de uns comprimirá tendencialmente a de outros, especialmente quando o confronto de liberdades se faz sem regras ou subvertendo as regras do jogo.

Será em alguma circunstância a liberdade excessiva? 

A resposta parece óbvia, incluindo àqueles que defendem a liberdade como um valor fundamental.

A intrepertação do que representa a liberdade e o grau de consciência civilizacional são fulcrais para superação e estabelecimento saudável de novos limites às liberdades.