quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Faz o que eu digo, não faças o que eu faço"



A popular expressão que titula o presente texto, assenta que nem uma luva aos apregoadores da moral e bons costumes que pairam diretamente ou indiretamente sobre as nossas vidas.

Apesar de alguns apregoarem o contrário ninguém foi/é/será santo, irrepreensível na ação e omissão ao longo de toda sua vida. Todos nós num momento ou outro da vida cometemos erros. Alguns até moral ou eticamente reprováveis, ainda que a gravidade e contexto do ato não sejam indiferentes.

Ora, o grave da situação não está aqui, nem tão pouco no reconhecimento como aquele que fazemos no parágrafo anterior, está antes na atitude e palavras moralistas que alguns seres humanos utilizam no sentido de moralizar terceiros e de lhes incutir valores limpos/puros, baseados no seu próprio exemplo, os quais nos são apresentados como tendo uma força regeneradora/refundadora.

Ora, tudo isto é muito bonito até ao dia em que se descobre, no passado ou presente, algo (pelo menos) moral ou eticamente reprovável na vida dos moralistas encartados.

Deveriam afinal ter outro decoro, refletir sobre si próprios, pois afinal aparentam ter também telhados de vidro dissimulados nas teses moralistas com que nos procuram condicionar os dias.

Quem, como nós, já viveu o verdadeiro espírito de corpo em que havia reconhecido respeito e consideração pelo timoneiro, apesar de por vezes se discordar das suas opções, percebe que é impossível olhar para essa figura sem achar que o seu comportamento deve gerar comportamento.

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