O
mundo, especialmente para nós portugueses, tem sido pródigo em mudança
nos últimos tempos. Mitos, pessoas e instituições inabaláveis têm vindo a
ser derrubados pelo tempo, pelo mundo em mundança, pela construção
permanente de um novo futuro.
A última alteração de fundo está a processar-se na área da energia.
O
gás e petróleo de xisto vieram diversificar as fontes energéticas e
trouxeram alterações de fundo às curvas da oferta e procura deste
mercado.
Os EUA de importadores passaram a exportadores de energia.
Paralelamente, face ao abrandamento da economia mundial, a procura de petróleo diminuiu de forma pronunciada.
O preço tem vindo a baixar continuadamente e segundo dizem os entendidos, provavelmente poderá não ficar por aqui. Apesar desta descida, a procura não tem reagido em sentido contrário.
Os
países tradicionalmente produtores de petróleo estão em apuros e
começam a degladear-se individualmente na ansia de atenuar as perdas
para os seus orçamentos, total ou quase totalmente dependentes desta
fonte de receitas. Sem as quais terão problemas orçamentais, sociais e
de dívida (a Venezuela p. e. ameaça ser mais um dos casos de default).
Paralelamente a outras forças titânicas, fomos nas últimas décadas também governados pelo cartel constituído pela OPEP. O qual governou/influenciou a seu belo prazer parte importante da economia mundial.
Aparentemente este mercado tende para um novo estádio de eficiência, com uma nova relação de forças a ser estabelecida.
Podemos
estar perante o fim de um cartel, eventualmente o aparecimento de
outros, mas para já o futuro parece prometer um mercado mais aberto,
pelo menos enquanto uma nova ordem mundial energética não for
estabelecida.
Sem comentários:
Enviar um comentário