terça-feira, 21 de outubro de 2014

OPEP. O fim de um cartel?


O mundo, especialmente para nós portugueses, tem sido pródigo em mudança nos últimos tempos. Mitos, pessoas e instituições inabaláveis têm vindo a ser derrubados pelo tempo, pelo mundo em mundança, pela construção permanente de um novo futuro.

A última alteração de fundo está a processar-se na área da energia.

O gás e petróleo de xisto vieram diversificar as fontes energéticas e trouxeram alterações de fundo às curvas da oferta e procura deste mercado.

Os EUA de importadores passaram a exportadores de energia.

Paralelamente, face ao abrandamento da economia mundial, a procura de petróleo diminuiu de forma pronunciada.

O preço tem vindo a baixar continuadamente e segundo dizem os entendidos, provavelmente poderá não ficar por aqui. Apesar desta descida, a procura não tem reagido em sentido contrário.

Os países tradicionalmente produtores de petróleo estão em apuros e começam a degladear-se individualmente na ansia de atenuar as perdas para os seus orçamentos, total ou quase totalmente dependentes desta fonte de receitas. Sem as quais terão problemas orçamentais, sociais e de dívida (a Venezuela p. e. ameaça ser mais um dos casos de default).

Paralelamente a outras forças titânicas, fomos nas últimas décadas também governados pelo cartel constituído pela OPEP. O qual governou/influenciou a seu belo prazer parte importante da economia mundial.

Aparentemente este mercado tende para um novo estádio de eficiência, com uma nova relação de forças a ser estabelecida.

Podemos estar perante o fim de um cartel, eventualmente o aparecimento de outros, mas para já o futuro parece prometer um mercado mais aberto, pelo menos enquanto uma nova ordem mundial energética não for estabelecida.

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