«Que se lixem as eleições!»
Passos Coelho dixit.
Lembram-se?
Pois bem, esqueçam.
Era a fingir, como a esmagadora maioria das promessas pré-eleitorais que foram literalmente cumpridas do avesso!
A expressão é dura, mas cá vai: foi uma mentira travestida de verdade!
Quando ainda falta, segundo o calendário oficial (continuamos a acreditar que as eleições vão ser antecipadas*), cerca de 1 ano para as legislativas o Governo (e não culpem só Portas) entrou em clara e profunda deriva eleitoralista, sendo o capitão-mor desta nova fase o nosso Primeiro-Ministro (PM).
Sinais de deriva:
- aumento do salário mínimo;
- incumprimento deliberado das metas do défice;
- mais que potencial alívio do IRS;
- eliminação da sobretaxa das pensões (pela via da não substituição da medida chumbada pelo Tribunal Constitucional);
- existe (imagine-se) folga na dívida pública;
- existe (imagine-se) folga na dívida pública;
- afronta a Bruxelas (fazendo ouvidos moucos aos avisos que vão sendo feitos ao país bom aluno/cumpridor);
- a necessidade de crescimento começa a entrar na agenda;
- o governo, em traços gerais, está já mais preocupado em fazer campanha do que governar. Apenas ministros, como o da educação e justiça, estão nas bocas do povo pelas más políticas ou decisões públicas;
- PM mais focado em conter e atacar Costa;
(...).
Alô, alô... Belém. Está aí alguém?
* O país não aguenta, nem merece que após estes anos difíceis, um ano deste clima de desgoverno que carateriza os períodos pré-eleitorais. Merece ser governado.
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