A Democracia voltou a funcionar.
No seu berço, a Grécia, igualmente berço da Política.
É verdade que a vida está cheia destes curiosos pormenores, contudo o contexto em que acontece não deixa de ter enorme significado.
Tanto se tem falado do excesso de liberalismo, tecnocracia, burocracia e racionalismo, acompanhados da falta de discussão política e de políticos a nível europeu e dos estados-membros, assim como das decisões pouco democráticas que têm vindo a ser impostas aos estados em dificuldades financeiras, e eis que algo acontece no seio da União. E onde? Logo no berço da democracia e do fenómeno político.
Enorme e simbólica coincidência? Talvez. Nos próximos tempos saberemos se se trata de mais um episódio do tipo Hollande (França) e Renzi (Itália) ou efetivamente de um novo balanço, de um abanão que levará outros atores a agir de modo diferenciado e a uma mudança, o regresso à política e àquilo que no fundo mais importa: as pessoas.
Sobre o que que está acontecer na Grécia, não podemos deixar de lamentar em toda a linha as declarações do primeiro-ministro português. Lamentável.

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