segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Guerra: palavra maldita


A palavra guerra, teima em não descolar do léxico humano. Do léxico dos países que histórica e mais recentemente têm vivido em contexto bélico, mas também de um mundo ocidental e civilizado que quer através da lama que tem transportado nas botas dos seus soldados, como agora do piscar de olho interno o vão aproximando deste fenómeno.

Pois é, a Ucrânia esse longínquo país do continente europeu está, segundo palavras de Merkel e sentimento de Hollande, à beira de uma guerra.

E que dizer da Grécia e de todo o potencial que ali se encerra para desencadear algo difícil de descrever.
 
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, na apresentação do seu programa de governo em pleno parlamento grego, considerou hoje que a Grécia tem a «obrigação histórica e moral de reclamar à Alemanha cerca de 162 mil milhões de euros referentes a indemnizações da Segunda Guerra Mundial».

Adensa-se a radicalização do discurso. Tudo isto num ambiente de estremismo e cisão em termos económicos e financeiros entre países europeus e em que os extremismos e radicalismos florescem dentro das fronteiras europeias.

Subversiva a nossa constatação e discurso... talvez não... tomará que sim. Nunca nesta passagem de pouco mais de trinta primaveras esperamos viver tão potencial-real ameaça.

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