Precisei de ler uma segunda e terceira vez para ver se realmente não estava a ler mal uma notícia publicada há pouco. Parece que Juncker (presidente da Comissão Europeia, ex-presidente do Conselho Europeu, ex-PM do Luxleaks e titular de um nome equivalente a uma conhecida marca de esquentadores) proferiu as seguintes palavras sobre a troika e os países resgatados: «Pecámos contra a dignidade de Portugal e Grécia. A troika é pouco democrática, falta-lhe legitimidade e deve sofrer alterações. É preciso saber retirar as lições da história e não repetir os mesmos erros» (ler mais aqui).
Estas guinadas das instituições europeias e também do FMI, especialmente quando os titulares tinham há ainda bem pouco tempo posições radicalmente opostas e, nalguns casos, como é caso do Sr. Juncker, têm enormes responsabilidades do que se passou direta ou diretamente (p. e. caso luxleaks) no caminho trilhado pela Europa na fase pós integração, vêm confirmar a deriva vivida e colocar um grande ponto de interrogação sobre o futuro da Europa.
É muito difícil lidar com pessoas ou instituições que não mudam de opinião como quem muda de camisa, sem fundamento, com pouca consideração e respeito pela contraparte.
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