Com
o conforto dos números do crescimento, com registos acima da
expetativas e das previsões mais pessimistas às mais otimista, a retoma
parece querer instalar-se.
Para
quem anda na estrada, especialmente na região da grande Lisboa, é
indisfarçável o aumento de viaturas em circulação e o aumento/avolumar
das filas de trânsito.
A
BRISA já tinha revelado que o tráfego nas suas autoestradas cresceu a
dois dígitos no último ano. E a venda de automóveis cresceu como não se
via há meia dúzia de anos.
Dada a nossa matriz de mobilidade, este é um dos primeiros sinais que a nossa economia está a mexer.
Muitos
portugueses têm hoje mais uns tostões para gastar, gastam-nos de
diversas maneiras, mas uma larga fatia destina-se à mobilidade
individual. Mesmo que não tenham uns mais tostões para gastar, parece
haver uma maior propensão para o consumo.
Será
este o melhor que o consumo tem para nos oferecer em termos económicos.
Tal vez não, mas a tal opção ideológica da geringonça, parece estar a
invadir as veias dos portugueses.
O
consumo em si mesmo não é mau. Só é se for desequilibrado e excessivo,
isto é, se ocorrer com base em crédito, bens importados e capturar o
espaço do investimento e poupança.
Aquele
consumo que resulta de trocas realizadas dentro do nosso país/economia é
benévola, especialmente se respeitar as variáveis de que falamos.
O
acelerar e avolumar destas trocas é positivo, produz crescimento. Resta
esperar que o investimento, especialmente o externo, dê sinais
igualmente positivos.
Entretanto vamos crescendo pela via motorizada…
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