quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A retoma vê-se na estrada


Com o conforto dos números do crescimento, com registos acima da expetativas e das previsões mais pessimistas às mais otimista, a retoma parece querer instalar-se.

Para quem anda na estrada, especialmente na região da grande Lisboa, é indisfarçável o aumento de viaturas em circulação e o aumento/avolumar das filas de trânsito.

A BRISA já tinha revelado que o tráfego nas suas autoestradas cresceu a dois dígitos no último ano. E a venda de automóveis cresceu como não se via há meia dúzia de anos.

Dada a nossa matriz de mobilidade, este é um dos primeiros sinais que a nossa economia está a mexer.

Muitos portugueses têm hoje mais uns tostões para gastar, gastam-nos de diversas maneiras, mas uma larga fatia destina-se à mobilidade individual. Mesmo que não tenham uns mais tostões para gastar, parece haver uma maior propensão para o consumo.

Será este o melhor que o consumo tem para nos oferecer em termos económicos. Tal vez não, mas a tal opção ideológica da geringonça, parece estar a invadir as veias dos portugueses.

O consumo em si mesmo não é mau. Só é se for desequilibrado e excessivo, isto é, se ocorrer com base em crédito, bens importados e capturar o espaço do investimento e poupança.

Aquele consumo que resulta de trocas realizadas dentro do nosso país/economia é benévola, especialmente se respeitar as variáveis de que falamos.

O acelerar e avolumar destas trocas é positivo, produz crescimento. Resta esperar que o investimento, especialmente o externo, dê sinais igualmente positivos.

Entretanto vamos crescendo pela via motorizada…

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