sábado, 25 de fevereiro de 2017

Centeno, casos e julgamentos


As notícias em torno dos SMS da Caixa Geral de Depósitos, mas especialmente os ataques da oposição ao ministro das finanças sobre este tema estão a tornar-se doentios e demonstram uma subcapa (senão mesmo capa) da política nacional.

Uma política centrada em mexericos, em casos e outros acontecimentos muito específicos, que embora tenham o seu interesse, não justificam que os principais políticos, os partidos, o parlamento, media e o país em geral se detenha sobre eles semanas a fio.

Para nós, prolongar casos como o dos SMS, por estar envolvido o ministro das finanças e, simultaneamente, por estar o país como está em matéria de economia e finanças, são de enorme irresponsabilidade. Seja que partido for, não está aqui em causa a cor partidária, mas sim o senso de perceber que o caso não justifica que a credibilidade financeira (pouca como sabe) nacional seja mais uma vez colocada em causa.

Não estou a falar de um silenciamento e que os assuntos não possam ser analisados e debatidos. Considero é que se pode fazer uma abordagem inteligente, estratégica aos temas, de forma a não prejudicar a imagem nacional já tão beliscada e em processo de regeneração.

Já para não falar que, por vezes, se discutem episódios de menor relevância, face outros, como é o caso da recente notícia da fuga de capitais para offshore, de superior importância.

Não sei se Centeno tem sido, é e ficará para a história como um bom ministro das finanças. Não sei se é mentiroso, habilidoso com os números ou não.

Sei que a história no médio longo prazo trará clarividência sobre o seu trabalho e do governo nestas matérias.

Para já tem tido um mérito, tem cumprido ou superado as metas fixadas, assim como as expetativas internacionais.

Sinceramente, para o bem de todos, espero que estejamos perante o melhor ministro das finanças da democracia e/ou da nossa história.
 
Merecemos, pelo esforços que temos feito, essa sorte!

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