“(…) Não estamos a criar um Estado sustentável, estamos a criar um Estado sustentado…”.
Este trecho do artigo «A corrida contra o défice”, de Pedro Santos Guerreiro, no Expresso do dia 25 de janeiro, é ilustrativo do desvio entre aquela que era uma das grandes metas do programa da troika e os resultados alcançados: ajustamento 2/3 através da despesa e restante da receita.
Temos, passados três anos, um estado sustentado por receitas ordinárias (IRS; IVA) e extraordinárias (privatizações; integração de fundos de pensões; perdões fiscais; CES; cortes salários públicos).
E não é só a receita que galopa, a despesa também acompanha. É "controlada" num lado e logo aparece outro foco em lado oposto.
Este trecho do artigo «A corrida contra o défice”, de Pedro Santos Guerreiro, no Expresso do dia 25 de janeiro, é ilustrativo do desvio entre aquela que era uma das grandes metas do programa da troika e os resultados alcançados: ajustamento 2/3 através da despesa e restante da receita.
Temos, passados três anos, um estado sustentado por receitas ordinárias (IRS; IVA) e extraordinárias (privatizações; integração de fundos de pensões; perdões fiscais; CES; cortes salários públicos).
E não é só a receita que galopa, a despesa também acompanha. É "controlada" num lado e logo aparece outro foco em lado oposto.
Ou seja, engordamos o valor do orçamento, por forma a sustentar mais despesa.
Todos já ouvimos falar no chavão da “década perdida”, agora podemos falar do triénio perdido. O défice e as reformas ficam mais uma vez adiadas, se é que elas estiveram de forma racional e integrada no programa de um qualquer governo pós-25 de Abril.
Todos já ouvimos falar no chavão da “década perdida”, agora podemos falar do triénio perdido. O défice e as reformas ficam mais uma vez adiadas, se é que elas estiveram de forma racional e integrada no programa de um qualquer governo pós-25 de Abril.
A opção de combate à crise, de curto prazo, foi converter despesa em receita e não resolver de forma duradoura e simultâneamente suave/progressiva o problema da despesa.
Mal este ou outro governo tire a mão que está servir de tampão e restitua o fluxo, teremos de volta o monstro da Despesa, quer aquela que se encontra contratualizada (salários, pensões, apoios sociais), como outra que importa fazer e que estava na gaveta ou devido aos anos de retrocesso não foi possível fazer (ex: despesa de capital).
Mal este ou outro governo tire a mão que está servir de tampão e restitua o fluxo, teremos de volta o monstro da Despesa, quer aquela que se encontra contratualizada (salários, pensões, apoios sociais), como outra que importa fazer e que estava na gaveta ou devido aos anos de retrocesso não foi possível fazer (ex: despesa de capital).
Os números dos orçamentos em Portugal fogem como grãos de areia entre os dedos, não há quem consiga estabelecer um plano de médio/longo prazo para corrigir a situação.



