No pós-cegueira do
curto prazo e ideológica (disfarçada de situação de emergência), depois da financeirização
da condução do Estado, no regresso ao longo prazo e à política, quando se
começar a discutir verdadeiramente a sustentabilidade do país e do Estado, há
temas aos quais Portugal não poderá continuar a ignorar.
Independentemente do ponto de partida em termos políticos, eis uma lista de temas que consideramos fulcrais no traçar do nosso destino:
- Natalidade
- Ordenamento do território
- Reorganização do Estado
- Sistema político e eleitoral
- Emprego (jovem e ativos de idade avançada)
- Emigração/Imigração
- Estado Social
- Educação
- Saúde
- Justiça
- Energia
- Fiscalidade
- Dívida/Financiamento (público/privado)
São temas que carecem
de medidas consistentes e duradouras, que não se prestam mais a inversões fruto
da alternância democrática, ideologia ou política eleitoralista.
Alguns destes temas não tem por simplesmente sido discutidos (ex: natalidade) ou tem sido alvo de políticas públicas (vulgo reformas) desgarradas ou desligadas no tempo (ex: reorganização do Estado; educação; justiça). Outros há que têm estado excessivamente no topo das prioridades, cabe recentrar a sua importância e relação de (inter)dependência face às de ordem superior (ex: dívida/financiamento públicos).
É um gigante caderno de encargos que não podem mais engordar ou envelhecer!
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