sábado, 21 de outubro de 2017

As 3 escolhas: défice; reversões; descativações


O Governo perante a margem orçamental, que escrevem os entendidos, ascende a 1.000 milhões de euros, desde logo, pode fazer três coisas:

Em primeiro lugar, pode atacar o controlo do défice, reduzindo-o de forma mais agressiva e rápida, procurando reduzir por essa via a dívida;

Em segundo lugar, reverter a austeridade dos últimos anos sobre os funcionários públicos, pensionistas e contribuintes;

Por fim, aliviar a política de cativações aplicadas aos orçamentos dos serviços, que tanto prejuízo têm causado aos bens e serviços públicos que são fornecidos aos cidadãos.

A opção por esta ou aquela alternativa, ou duas delas em simultâneo, tem claramente um custo pesado de oportunidade. São escolhas difíceis de se fazerem, mas que têm de acontecer.

Se fosse governo optava por equitativamente levar as três por diante, dando um 1/3 da importância a cada uma delas. 

Por último, mas com prioridade cimeira, é preciso não esquecer que é neste contexto que tem o Governo de encontrar fundos para a reforma da floresta e prevenção e combate efetiva aos incêndios. Perante esta necessidade, abdicaria sem dúvida de levar por diante um controlo tão efetivo do défice.

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