terça-feira, 17 de outubro de 2017

Santana ou Rio?


Como o diabo se escondeu ou fugiu e, como tal, não está cá para escolher, pensamos que será relativamente irrelevante ser um ou o outro a chegar à liderança do PSD.
 
Com os dados conhecidos e com aqueles que se estimam para os tempos vizinhos, as próximas eleições legislativas serão ganhas por António Costa, restando saber qual a dimensão da sua maioria e da consequente necessidade de revigorar ou não a gerigonça.

Neste cenário, restará ao próximo líder do PSD ser igualmente o líder da oposição, um papel que em teoria, tendo em conta que falta 2 anos para o fim da legislatura, durará 6 anos (2+4).

A menos que algo muito estranho e/ou grave aconteça entretanto, quem aguenta 6 anos de oposição? Sem poder? Com uma agenda limitada e essencialmente em torno da estabilização interna do partido?

Arrisco escrever que quem quer que seja o próximo líder do PSD, não chegará a assumir o papel de primeiro-ministro e que apenas chegará ao governo da nação num cenário, remoto, de bloco central.

O seu principal papel será o de estabilização, de refundação até do partido e de preparação do terreno para um novo líder, esse sim capaz de entrar na luta pela conquista do poder.
Uma coisa é certa, sendo Santana teremos talvez oportunidade de ler um segundo volume do livro Percepções e Realidades!

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