Como
o diabo se escondeu ou fugiu e, como tal, não está cá para escolher,
pensamos que será relativamente irrelevante ser um ou o outro a chegar à
liderança do PSD.
Com os dados conhecidos e com aqueles que se
estimam para os tempos vizinhos, as próximas eleições legislativas serão
ganhas por António Costa, restando saber qual a dimensão da sua maioria
e da consequente necessidade de revigorar ou não a gerigonça.
Neste
cenário, restará ao próximo líder do PSD ser igualmente o líder da
oposição, um papel que em teoria, tendo em conta que falta 2 anos para o
fim da legislatura, durará 6 anos (2+4).
A
menos que algo muito estranho e/ou grave aconteça entretanto, quem
aguenta 6 anos de oposição? Sem poder? Com uma agenda limitada e
essencialmente em torno da estabilização interna do partido?
Arrisco
escrever que quem quer que seja o próximo líder do PSD, não chegará a
assumir o papel de primeiro-ministro e que apenas chegará ao governo da
nação num cenário, remoto, de bloco central.
O
seu principal papel será o de estabilização, de refundação até do
partido e de preparação do terreno para um novo líder, esse sim capaz de
entrar na luta pela conquista do poder.
Uma coisa é certa, sendo Santana teremos talvez oportunidade de ler um segundo volume do livro Percepções e Realidades!
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