sábado, 31 de dezembro de 2016

O que fica do ano velho (leia-se 2016)..


Não vamos aqui discorrer sobre os artistas, muitos deles grandes, que nos deixaram em 2016. Deu-se a coincidência de perdermos muita gente grande, mas isso acontece todos os anos, todos os meses, dias... e não se perdem só grandes, perde-se muita gente incógnita e inocente em conflitos internacionais.

Pois bem, para nós o ano 2016 fica marcado, sem nenhuma ordem de preferência ou importância especial, pelos seguintes acontecimentos:

NACIONAL
Fim do cavaquismo;
Eleição de Marcelo;
Geringonça (e o seu inesperado sucesso);
Eleição de Guterres para Secretário-Geral da ONU;
Portas afastado do CDS e CDS afastado de Portas;
Websummit;
Nuno Lopes eleito melhor ator no Festival de Veneza;
Portugal Campeão da Europa;
35.º Título futebol do Benfica;
  Benfica campeão nacional e europeu de hóquei.

INTERNACIONAL
BREXIT;
Eleição de Donald Trump;
O €uro a caminho da paridade com o Dó$ar;
Atentados em Bruxelas, Nice e Berlim;
Dilma afastada da Presidência do Brasil;
Guerra na Síria;
Petróleo historicamente baixo.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Sobre malta que defende a família e os seus valores, mas pouco faz no sentido da sua sustentabilidade..


Dada a época que atravessamos, vem este texto a propósito dos acérrimos defensores da família, que não hesitam em atacar diretamente ou por interposta pessoa aqueles que não se dão tanto ou não se dão mesmo de forma continuada com todas as ramificações da sua família (com motivos fundados ou, por simplesmente não há química). 

Pena é que estas pessoas, por vezes, se esquecem que a família não é só no sentido ascendente, a família é muito mais no sentido descendente do que o seu contrário, isto é, no sentido dos filhos, dos netos, ou seja, no sentido da sustentabilidade das relações familiares...

Sabemos que há medida que a família vai crescendo no sentido que referimos, que os laços ascendentes (exceção feita aos pais e avós) se vai desvanecendo. Primeiro porque o tempo e as oportunidades não são as mesmas, e depois porque nos dias que correm é muito mais comum as pessoas darem-se com aqueles que estão mais presentes na sua vida quotidiana e, por isso, que estão mais próximas da sua realidade. Estamos, claro está, a falar dos Amigos, dos vizinhos e dos colegas de trabalho.

É principalmente agravada a situação quando estamos perante pessoas que, para além de não terem (e muitas vezes não quererem ter) família no médio longo prazo (futuro), não lhe sejam conhecidas grandes relações de amizade. Amizades daquelas que representam muitas vezes laços mais profundos do que aqueles que temos em matéria de relações familiares.

Há ainda aqueles casos de alegados defensores da família, que não perdem uma oportunidade para, aqui e ali, fomentar a discórdia, de deixar de forma subtil o seu veneno e de armadilhar as relações que não conseguem controlar. Destroem ou procuram destruir aquilo que procuramos construir de forma diferente dos seus padrões/modelos. Prefiro estar a salvo de tudo isto e dar-me pouco, mas de forma sã.

Eu tenho familiares com quais me dou regularmente, encontramo-nos pontualmente durante o ano e alguns não sei bem porque não me dou com regularidade e eles não se dão de igual modo comigo e dão-se também entre eles nessa base (isto é, pouco!). 

A verdade é que tenho meia dúzia de Amigos que tenho como família e até um pouco mais do que isso. São pessoas com quem partilhei, partilho e partilharei os melhores e piores momentos da minha vida, os sucessos e insucessos, as alegrias e as tristezas. Daqueles Amigos que quando acontece alguma coisa sei que estão lá para me dar a sua camisola, tal como eu o faria, daqueles que encontramos em todos aniversários, casamentos, batizados e restantes eventos.

Cada um deveria fazer uma reflexão deste género, sobre a sua situação, antes de divagar sobre situação de terceiros, nomeadamente sobre familiares seus.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

€uro a caminho da paridade com dó$ar


Há quatro anos atrás a cotação encontrava-se nos 1,35€ por dólar. De então a descida foi vertiginosa, especialmente até março de 2015, altura em que a cotação atingiu 1,07€. Depois de uma ligeira recuperação, as cotações aproximam-se da paridade.

No entanto, com Trump à frente dos EUA e a Europa a marcar passo (com eleições, BREXIT e outros sobressaltos), aposto que até março/abril do ano que agora entra vamos chegar aos 0,97€/0,95€.

As nossas exportações agradecem, a parte má é ao nível das importações. Contudo em relação a estas últimas estamos muito mais disciplinados, pelo que antevejo algo de positivo!

sábado, 24 de dezembro de 2016

Verdadeiros Líderes..



Os verdadeiros líderes são como as fénix, têm o condão de renascer das cinzas e voltar a brilhar..

Essa capacidade está-lhe nas entranhas, corre-lhe nas veias, cintila-lhe no olhar..

Faculdade inata e reconhecida pelos demais, quer nos bons como nos maus momentos.

Apesar de sermos profundamente contra regimes políticos totalitários, repressivos e sangrentos, dirigidos por ditadores, a verdade é que a hstória recente veio provar que intervenções (também elas violentas e desligadas da realidade) em países sob essa batuta trouxeram o caos e males iguais senão maiores.


Sou fundamentalista em matéria de determinação dos povos. Sou pela sua auto-determinação.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A fama e o proveito..


Já diz o ditado, que «uns têm a fama e outros tiram-lhe o proveito».

Todos nós na nossa vida, no dia a dia, já aplicamos este ditado ou, pelo menos, este passou-nos pela cabeça. Seja no trabalho, seja nas relações de amizade, familiares ou conjugais.
Focando-nos nesta última vertente, a conjugal, como muitas das ações e decisões se passam dentro de quatro paredes, por vezes um dos elementos do casal, por ter uma postura mais afirmativa, comunicativa ou prevalecente, toma a fama de responsável por determinadas ações/decisões, ficando o outro elemento como o anjo do processo.

 Acontece que muitas das vezes o anjo, não é mais do que lobo em pele de cordeiro, seja por ser o principal mentor da ação/decisão, seja por ter dado o seu voto ou parecer favorável.

Os stakeholders deste tipo de casais têm de estar mais atentos, de modo a não serem levados a retirar conclusões precipitadas!

sábado, 17 de dezembro de 2016

A formiga e a cigarra aplicadas à gestão familiar..


Em primeiro lugar, importa referir que a postura refletida neste post nada tem que ver com a opção e discurso seguido pelo último governa, nem tão pouco vem apelar ao regresso ao passado luso, no qual os portugueses faziam esforços, esses sim, colossais para realizarem despesas e pouparem para o seu futuro e de seus filhos.

Voltando aos tempos presentes, a recente crise e os excessos de duas décadas, obrigaram os portugueses a adotar uma postura diferente em matéria de despesas correntes e investimentos familiares. Uns mais do que outros, por consciência ou obrigação (por não terem alternativa), fomos obrigados a olhar para os tostões e dar-lhe mais valor.

Surpreendentemente, depois de tudo aquilo que vivemos em tempos de crise e aperto financeiro (que em certa medida ainda hoje vivemos), mas sobretudo pelo futuro incerto que se avizinha, fico estupefacto com a tacanha admiração que algumas pessoas (cigarras) demonstram perante alguém (formigas) que mantém as finanças em dia, que contabiliza as suas receitas e despesas e que elabora um orçamento para melhor gerir os seus dinheiros!

Meus amigos, isto é o primeiro passo. Quem não tem esta informação e disciplina não tem nada. Vive na ignorância financeira e expõe-se a desagradáveis dissabores.


Nos dias que correm, em que a eficiência na afetação de recursos é essencial, termos dados orçamentais, económicos e financeiros da economia familiar, ajuda-nos a melhor consumir, investir, poupar e preparar o futuro.

Posto isto, vamos à fina aplicação da fábula que dá o mote a este post..

As cigarras ignoram a experiência passada, nomeadamente a recente, vivem no limite das suas possibilidades ou mesmo para além delas. Não fazem, não querem fazer e até têm raiva das formigas por estas fazerem contas e retirarem dividendos dessa opção.

As formigas tratam da sua casa, da sua alimentação, entre outros bens e serviços que as cigarras preferem contratar a terceiros e, acima de tudo noutros aspetos mais decisivos, não dão ouvidos às cigarras e não olham aos seus maus exemplos.

As formigas levam uma vida boa, completa, estável, na continuidade, preocupam-se com a eficiência na aplicação dos recursos que têm à sua disposição e acabam por ter tudo o que as cigarras alcançam atabalhoadamente e consequências, não raras vezes, nocivas.

As formigam normalmente acumulam e emprestam às cigarras, para que estas satisfaçam os seus luxos e excessos e, por outro lado, colmatem a sua má gestão.

As cigarras queixam-se da má sorte, da crise e outros problemas, tendem a criticar o comportamento das formigas e irritam-se quando constatam que as formigas fazem uma vida igual ou melhor do que a sua, mas com um consumo de recursos inferior e mais sustentável!

Portanto, é importante consumir e investir com rigor. Paralelamente é fundamental poupar (consumo e investimento futuros) para si, para os seus descentes e com essa poupança ir buscar rendimento adicional ao longo dos tempos investindo essa poupança.

Seja formiga. A sua economia e a do país agradecem!! 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Quo vadis jornalismo..


Tendo por base duas notícias publicadas pelo jornal Expresso, damos nota do resultado de um estudo sobre o jornalismo no nosso país, realizado por um investigador da Universidade de Coimbra, que passou pela aplicação de um inquérito online realizado junto de 806 jornalistas, o qual devolveu um largo conjunto de conclusões que nos deve deixar preocupados.

Sendo o jornalismo um dos pilares da nossa democracia, enquanto atividade que se quer livre, isenta, rigorosa, informativa e esclarecedora, saber que os profissionais da área trabalham sobre diversas pressões, que vão do desemprego ao subemprego, da falta de meios à pressão dos responsáveis editoriais e à tentativa de condicionamento pelos donos dos media, já para não falar na crise económica e financeira que afeta o setor de há uns anos a esta parte, somos nos levados a concluir que o espaço de exercício desta atividade é limitado, se não mesmo exíguo, comprometendo-se assim um importante mecanismo de checks and balances.

Deixamos de seguida uma vasta lista de conclusões, que recolhemos:
  • 35% são alvo de pressões externas;
  • 25% são alvo de pressões da direção e da administração;
  • 33% foi alvo de pressões externas no decorrer do seu trabalho;
  • 26% foram alvo de pressões da direção editorial;
  • 23% de pressões da administração da empresa;
  • 15% discordam ou discordam totalmente com a ideia de “dispor de total liberdade na produção de conteúdos”;
  • 90% dizem cumprir os preceitos éticos e deontológicos inerentes ao exercício da profissão;
  • 2,7% dos inquiridos nunca contacta com fontes na redação de notícias e 10,7% raramente;
  • Quase totalidade afirma que o seu trabalho nunca ou raramente é modificado sem a sua autorização.
  • Pressões são “transversais aos diferentes setores do grupo profissional”, independentemente da idade, género ou vínculo laboral;
  • Poucos recorrem sempre ou muitas vezes apenas a notas de agência;
  • 20,5% dos inquiridos raramente sai da redação;
  • 3,7% nunca a abandona em reportagem;
  • A principal metodologia é o contacto telefónico, seguido do contacto presencial, sendo que o contacto via ‘e-mail’ também se torna relevante. As redes sociais já serem a principal metodologia utilizada por 1,7% dos jornalistas inquiridos;
  • 76%, na componente da autorregulação, consideram fraco o grau de participação da profissão na Entidade Reguladora para a Comunicação Social e mais de 50% considera igualmente fraco o grau de participação na Comissão da Carteira Profissional;
  • 70% considera importante a criação de uma Ordem dos Jornalistas;
  • 50% tem um contrato de trabalho precário;
  • 72% acredita que dificilmente encontraria novo emprego no setor;
  • Sujeita a condições bastante precárias” e com “baixas expectativas em relação ao seu trabalho”,
  • 50% tem um contrato de trabalho “próximo de lógicas de precariedade”;
  • 25% trabalha em regime de prestação de serviços com recibo verde;
  • 12% apresenta contrato a termo certo;
  • 9,2% a termo incerto;
  • 55% diz que a sua situação laboral afeta o desempenho do seu trabalho, sendo “sobretudo entre prestadores de serviços que estão a recibo verde que mais existe concordância”;
  • 33% já esteve numa situação de despedimento num órgão de comunicação social;
  • 40% dos aufere um vencimento bruto entre 506 e 1000 euros;
  • 7,3% recebe abaixo do salário mínimo nacional;
  • 25% recebe mais de 1.500 euros brutos por mês;
  • 25% desenvolve outra atividade profissional que não o jornalismo;
  • 23,5% desenvolve “atividade jornalística noutro órgão de comunicação exterior à empresa com quem detém o vínculo principal”;
  • 50% dizem ver os seus trabalhos publicados ou difundidos noutros órgãos da empresa onde trabalha, e a quase a totalidade (90,8%) afirma não receber mais por isso;
  • 86% dos inquiridos não recebe qualquer suplemento pelo desempenho de outras tarefas, nomeadamente fazer fotografias ou artigos para a edição digital do órgão de comunicação;
  • 40% já realizou um estágio profissional ou extracurricular não remunerado, apontando como principais razões para o fazer a “expectativa de integrar os quadros do órgão de comunicação” ou a possibilidade de “adquirir experiência profissional”;
  • 90% concorda quer com a obrigatoriedade de detenção de um título profissional;
  • 84% concorda com a exigência de um estágio obrigatório;
Fontes:

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Nunca desisto..


Na vida como no desporto nunca fui de virar a cara à luta, nunca disse que não a um duelo, mesmo que, por vezes, fosse mais rasgadinho. Claro está, tudo dentro de limites e com respeito pelo adversário, nomeadamente pela sua integridade física, e sendo leal.

Desde a tenra adolescência que pratico desporto. Nunca me lembro de ter deixado um jogo a meio por cansaço ou de não ter terminado uma das largas dezenas de provas de atletismo em que participei.

Persistência, perseverança, resistência à dor, capacidade de sofrimento e foco no alcance dos objetivos são o meu lema. Nunca deixar a meio o que se começa, é também um dos focos.

Quem me conhece sabe que foi e é assim.

Posso até perder, lido bem com isso, mas vendo cara a derrota e perco menos vezes do que a média!

Sou daqueles que dá a cara, quando alguns fogem e/ou se escondem, faço questão de dar sinais contrários àqueles que são esperados. Chamem-lhe teimosia ou o que quiserem. Se vejo que posso “meter o pé” meto-o, mesmo que haja contacto físico e que o meu comportamento resulte em carambola.

Situações de fraqueza todos passamos, mas temos de nos reerguer e voltar mais fortes, aprender com os erros e das fraquezas fazer forças, aliás as melhores oportunidades surgem em época das maiores ameaças. No fundo, temos de ser capazes de virar o jogo a nosso favor.

Os tempos são para os duros, para os resilientes... para os que vestem as vestes espartanas. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O Pai da Democracia Portuguesa


 O pai da democracia portuguesa, segundo se sabe, está gravemente doente.

Sendo verdade que a sua idade é já muito avançada, a sua partida representa uma perda irreparável para o nosso país.

Esperemos que continue entre nós por largos anos.

O dia da sua partida será certamente marcante. A cidade de Lisboa e o país geral irão certamente parar para homenagear o primeiro presidente da democracia constitucional.

Uma personagem que ombreia, em termos de aceitação popular, presença na história e impacto externo, com outras que já vimos partir, como sejam Amália e Eusébio.

As melhoras Senhor Presidente.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Sobre determinada malta que apaga blogs..


Há dias dei-me ao trabalho de revisitar uma localização eletrónica que alojava um blog sobre moda e outras tendências, mas também (se não fundamentalmente) de escárnio e mal-dizer, tudo isto a coberto da sacro-santa liberdade de expressão, que a sua contribuidora acenava na sua trincheira à primeira investida.

Até aqui tudo bem, salvo um pormenor. O blog tinha-se esfumado!

Pois bem, para ir direito ao assunto e evitar rodeios, a dita contribuidora alimentava-se de cenas do dia-a-dia, envolvendo estranhos, mas essencial, e quase patologicamente cenas da vida real envolvendo familiares, amigos, amigos dos familiares ou amigos dos amigos.

Nesse jornal da caserna vomitava todo o fel que lhe preenchia(e) as entranhas, todo o azedume, dor de corno e malvadez que a preenchiam(em).

Aquilo que não tinha coragem de assumir se não de outra forma, era assim trazido à luz.

A segunda vertente patológica deste comportamento, é que a criatura fazia depois questão de se sentar à mesa (e ainda faz nalguns casos) desses mesmos inspiradores para o vomito, convivendo com eles como se nada se passasse e até, imagine-se, como se fossem por si apreciados e estimados.

Para terem uma ideia, normalmente a reles criatura para se referir a seus pais utilizava a expressão "progenitores" e "miseráveis", vejam bem a qualidade semântica que fica reservada ao sangue que a pariu.

Acontece, como a vida dá muitas voltas, o mundo é pequeno e tudo se sabe, dois mentecaptos (como por si eram denominados) levantaram o véu e começaram a espreitar com alguma regularidade para dentro de blog, a fazer as devidas associações/leituras e foram rápidos a chegar a conclusões.

Como nas estórias, o tempo foi passando, com muito vómito à mistura e os mentecaptos assobiando para o lado como se nada fosse, relevando, fazendo um esforço para ver as coisas que lhes diziam respeito em perspetiva, até que chegou o dia em que a ignição se deu e a bolha estoirou. E aí foi o cabo dos trabalhos. A visada fugiu como uma enguia às suas responsabilidades, negando toda e qualquer responsabilidade e contra-atacando com a diminuição da sua liberdade de expressão.

Dado o comportamento esquivo e a reação agressiva da referia estalou o verniz, de tal forma que nunca mais colou.

Apesar do subreptício ato eliminação de tal blog, o pior é que esses editores de vão de escada se esquecem que há formas de o tempo salvar esse brilhante acervo e de o manter a salvo de intempéries e outras tormentas.

Se vos cheirar a esta vil serpente, mudei sempre de passeio e não se deixem enredar por seus encantos, pois provarão, mais cedo ou mais tarde, o veneno de quem não sabe perder!

Já agora, a fechar, porque não o tinha dito e só para enquadrar, essa contribuidora era familiar dos mentecaptos!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço..



Ganha novamente vida no nosso blogue este chavão, a propósito do tema das declarações de rendimento e património que os gestores públicos estão obrigados a depositar no Tribunal Constitucional.

Ora, em paralelo com a polémica criada em torno da apresentação desta declaração pela novel administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), surge agora, fundamentalmente pelo contexto criado, a indecorosa notícia que alguns dos membros do próprio Tribunal Constitucional
(dois pelo que sabe) apenas terão declarado parcialmente os seus rendimentos e património.

Como escreve a revista Sábado, este comportamento indica que "parece faltar quem guarde o guardião". A menos que requeiram, desde já, a sua escusa de participarem na avaliação dos casos como o da CGD, o seu juízo poderá ser enviesado ou, pelo menos, eticamente atacável.
Mesmo que a falta de transparência não seja deliberada e/ou comprometedora, no mínimo fica mal aos mais altos magistrados do nosso país não cumprirem com as obrigações inerentes ao desempenho de um cargo público da natureza daquele que ocupam e constituem, acima de tudo, um mau exemplo para os demais.

Já agora, a propósito do caso CGD, é lamentável que o novo quadro de administradores coloquem como condição não apresentarem e/ou não serem tornadas públicas as suas declarações. É uma postura reveladora da falta de cultura de transparência a que estamos habituados, especialmente agravada, independentemente de se tratar de uma instituição que atua em contexto de mercado, por estarmos a falar do desempenho de funções numa entidade do Estado (que por essa via é de todos os portugueses) e, simultaneamente, por estarem envolvidas pessoas com formação, conhecimento e experiência (nomeadamente internacional) que nos deveriam reservar outro tipo de postura.
As elites, que tanto se esforçam por se destacar dos demais, dão aqui um sinal da sua matriz e que o seu substrato é afinal comum à multidão da qual se procuram distanciar.

Ler, entre outras, esta notícia do Jornal de Negócios:
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/justica/detalhe/juizes-do-constitucional-falham-declaracoes?ref=HP_Destaquesduasnot%C3%ADcias2

(ATUALIZAÇãO_18Nov2016)
 Entretanto, os juízes visados do Tribunal Constitucional vieram a terreiro pronunciar-se sobre o processo em que se viram envolvidos. Deixamos aqui uma notícia relacionada, em jeito de contraditório e complemento ao que ficou dito em termos de princípio geral.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Julho | Um mês vitorioso




O mês de julho de 2016 fica marcado pelas sucessivas e importantes vitórias internacionais do desporto luso. Com o Palácio de Belém a ser “invadido” por desportistas que vão do futebol ao ténis de mesa, passando pelo atletismo e hóquei em patins, em busca da distinta condecoração marcelina.

As vitórias são resultado de uma série de ingredientes, contudo os ingredientes decisivos e que marcam a diferença são seguramente o trabalho, a dedicação e o empenho, valores aos quais se junta, entre outros, o talento e a própria sorte.

Apesar de pequenos e de os meios serem mais escassos ou incomparáveis face aos das principais potencias, é possível fazer a diferença e chegar primeiro.

No caso português e destas sucessivas jornadas vitoriosas, julgamos que as próprias dificuldades que o país atravessou e ainda atravessa, aguçaram o engenho de quem quis e quer vencer.

É caso para dizer que fizemos mais com menos recursos e num contexto de maior adversidade.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Percepções

Afastado que estou de Portugal desde há já cinco anos e meio, constato que certamente algo que tem utilidade para uma análise mais fidedigna da realidade são os instrumentos de governação científica, designadamente os 'números' e o tratamento estatístico dos dados. Digo isto por que motivo? Pela razão de que as três vezes que voltei a Portugal estive maioritariamente em Lisboa e é inegável para mim a sensação de engrandecimento e melhoria que a cidade teve.
Mas significará isso que toda a cidade de Lisboa vive melhor? Ou, mais ainda, que o nosso país é também essa 'Lisboa engrandecida' que os meus olhos julgam ver? Creio que não! Mas, em boa verdade, também não o sei. O meu receio, cada vez mais à medida que me mantenho afastado da vida dia a dia aí, é tornar-me um involuntário propagandista que diz que 'vivemos no melhor dos mundos' quando isso, muito provavelmente, assim não é.
Por outro lado, também se assume geralmente como verdadeiro que para a economia algo de imprescindível é a confiança e a atitude voluntarista e determinada. Logo, um eventual discurso hiper-valorizante do que está não ajudará a fabricar o futuro? Algo como uma 'self fulfilling prophecy'?

quarta-feira, 6 de abril de 2016

A arte do possível..


A propósito do mais recente Orçamento de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa destacou que a política é muita das vezes a arte do possível.

Esta afirmação é apenas mais uma caraterizadora daquela que tem vindo a ser a sua postura. Uma postura conciliadora e agregadora, que visa congregar uma sociedade devastada pelos sucessivos atos de divisão que nos foram infligidos direta ou indiretamente nos últimos anos. Avisando por um lado que é preciso fazer mais, mas por outro dando nota das dificuldades em fazer mais e melhor

A arte do possível em política é um posicionamento extensível à maioria decisões, sejam elas impregnadas de mais ou menos racionalidade.

Deste ponto de vista, a política apresenta-se como uma espécie de gestão de uma manta curta numa cama, sempre maior do que o tecido disponível para a cobrir.

Em política, do ponto visto de quem detém o poder executivo, é difícil acorrer a todas as situações e mais do que isso satisfazer todos os interessados. Nunca se agrada a todos.

 Há sempre novas necessidades a suprimir ou a suprimir melhor. Resta aos políticos trabalhar afincadamente na melhor alocação dos recursos e isso faz-se para lá dos trabalhos meramente técnicos com recurso à discussão/confrontação política.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Momentos adversos..


Há momentos na vida em que precisamos de apoio ou até mesmo de ajuda daqueles que nos são mais próximos para podermos ultrapassar as adversidades e dificuldades que a vida nos coloca.

Todos nós na vida temos momentos menos bons, simplesmente porque a vida nos corre menos bem, porque estamos mais frágeis ou porque esta nos coloca perante duras realidade, mesmo sem que para tal tenhamos contribuído e que apenas são ultrapassáveis com o suporte humano que temos ao redor.

Um ato de apoio está dependente de duas vontades para funcionar na sua plenitude.

Depende de quem está do lado ativo – quem apoia ou pode apoiar –, e muito também do lado passivo – de quem é apoiado. Se quem pode apoiar, o fizer verdadeiramente, do outro lado espera-se que o gesto seja acolhido, absorvido e interiorizado.

Eu sempre que precisei estendi a mão a quem me quer apoiar verdadeiramente. Assim me mantenho, sempre que precisar.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Resiliência


Nunca,como nos dias de hoje, que nos correm diante dos olhos e nas veias, fez tanto sentido o nome dado ao nosso blogue.

O sentido figurado contido na sua definição, «capacidade de superar, de recuperar de adversidades», encaixa-nos como uma luva. Mais do que uma definição de caráter mais físico que remete para a «propriedade de um corpo recuperar a sua forma original depois de um choque» (fonte: dicionário Priberam).

A resiliência está dentro de cada um nós e nas fontes mais puras existentes: o Amor, seja ele provindo nos descendentes, mulher e ascendentes, e por outro lado, a Amizade e a Liberdade.

São estas as forças regeneradoras, que escolhem, privilegiam e que só alguns olhos conseguem ver. São estas as forças motriz do Futuro, daqueles que amamos assim de tudo e a nossa própria força.