Conceito cada vez mais na ordem do dia.
RESILIÊNCIA
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022
domingo, 28 de outubro de 2018
Povo irmão..
Aquilo que espera o povo brasileiro a partir de hoje ninguém sabe.
Será uma escolha difícil.
Escolher sem escolha.
Fazer a opção menos má, poderá ser o caminho de muitos brasileiros.
Uma coisa é certa, não gostaria de estar na pele de um dos nossos irmãos.
Esperemos que do resultado não surja um mergulho no vazio, no escuro.
Apesar de tudo (sublinho o tudo), há que ponderar questões de base, ter em conta aqueles que são os alicerces de uma sociedade sã.
Podíamos focar outros pontos, mas só para dar um exemplo, o que é pior, ameaça de corrução ou a promessa de uma deriva paternalista, populista e discriminatória?
Cada um fará a sua ponderação e tomará a mais que difícil decisão.
Resta deixar um abraço ao povo brasileiro.
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
Mobilidade positiva..
Sem qualquer dividendo político associado a este post, com a medida dos passes a preços controlados e discussão gerada em seu torno, julgo se fez mais pela Mobilidade, logo pela Economia, Ambiente e vida de todos nós (dia-a-dia), em escassos dias do que durante décadas.
São vários os ganhos que se registam, mas também existem perdas, no entanto, no final, dados os valores que se levantam pensamos que a relação custo/beneficio é amplamente positiva.
A medida em análise, segundo o Governo, custa diretamente ao Orçamento de Estado menos 100 milhões de euros (o que consideramos uma valor baixíssimo face aos benefícios associados), mas é preciso fazer outras contas no que toca só ao Estado. Desde logo, se se quer apostar verdadeiramente no transporte público há muito a fazer, muito dinheiro a gastar e suportar alguns custos indiretos (nomeadamente receitas que têm de se ir buscar a outros sítios.
Do lado dos investimentos temos: as infraestruturas (essencialmente linhas ferroviárias, de metro e de elétrico, faixas BUS, e já para não falar na necessidade de construção de mega parques de estacionamento nas preferias da cidade); e o material circulante (composições e autocarros). Estes investimentos vão ter de subir em flecha. São despesas que pesarão de sobre maneira nos próximos orçamentos.
Do lado dos custos correntes ou operacionais, as empresas públicas verão os mesmos subir em flecha (mais pessoal; mais material circulante; mais utentes; mais desgaste de material; mais equipamento para manter; mais frequência de composições) e como as receitas não vão cobri-los na totalidade será necessário injetar dinheiro a partir do Orçamento de Estado e dos municípios. O mesmo sucederá com as empresas privadas de transporte, que terão de ser compensadas pela quebra nas receitas dos passes e aumento do volume de passageiros.
Depois de focarmos alguns custos diretos, teremos os custos indiretos, que estão essencialmente centrados na perda de receitas do Estado, mas também existem alguns a ser suportados pelos privados que atua no setor da mobilidade.
Em primeiro lugar, se os portugueses aderirem a sério ao transporte público todo o setor automóvel irá ressentir-se fortemente. Não só a venda de carros tenderá a cair, como numa primeira fase o consumo de combustíveis tenderá a cair fortemente e manterá a queda, as receitas de portagem e ocupação da via pública cairão, assim como a necessidade de manutenção dos veículos tenderá a baixar. Depois diminuirá progressiva e marginalmente o setor segurador automóvel, a necessidade de inspeção e a receita com o imposto de circulação e automóvel também se ressentirá. Portanto, o Estado terá de compensar uma importante quebra de receitas, essencialmente devido à quebra no imposto sobre produtos petrolíferos, dado que o aumento do consumo pelos transportes públicos não compensará de forma alguma a forte quebra.
Como o mundo não é só feito de ameaças, no meio de tudo isto surgirão algumas oportunidades e estamos a lembrar-nos da mobilidade suave, das transportadoras privadas de pequena escala (uber; táxi; cabify; etc.), dos carros partilhados e outros novos meios de mobilidade que serão complementares ao transporte público e até ao individual.
Do lado da externalidades positivas, teremos como é claro melhor ambiente, as estradas ficarão limpas para os transportes públicos e para quem verdadeiramente precisa delas (melhor circulação de pessoas e bens), a velocidade das deslocações será superior, logo teremos hipótese de ser mais pontuais e acima de tudo ganhar tempo para outras tarefas e para nós.
Enfim, se esta mudança for um sucesso (geralmente somos radicais e exemplo no que toca mudar para melhor), seguramente que os nossos futuros herdarão um Portugal mais limpo, com melhor ambiente e qualidade de vida, e por conseguinte, com uma economia mais saudável e próspera.
São vários os ganhos que se registam, mas também existem perdas, no entanto, no final, dados os valores que se levantam pensamos que a relação custo/beneficio é amplamente positiva.
A medida em análise, segundo o Governo, custa diretamente ao Orçamento de Estado menos 100 milhões de euros (o que consideramos uma valor baixíssimo face aos benefícios associados), mas é preciso fazer outras contas no que toca só ao Estado. Desde logo, se se quer apostar verdadeiramente no transporte público há muito a fazer, muito dinheiro a gastar e suportar alguns custos indiretos (nomeadamente receitas que têm de se ir buscar a outros sítios.
Do lado dos investimentos temos: as infraestruturas (essencialmente linhas ferroviárias, de metro e de elétrico, faixas BUS, e já para não falar na necessidade de construção de mega parques de estacionamento nas preferias da cidade); e o material circulante (composições e autocarros). Estes investimentos vão ter de subir em flecha. São despesas que pesarão de sobre maneira nos próximos orçamentos.
Do lado dos custos correntes ou operacionais, as empresas públicas verão os mesmos subir em flecha (mais pessoal; mais material circulante; mais utentes; mais desgaste de material; mais equipamento para manter; mais frequência de composições) e como as receitas não vão cobri-los na totalidade será necessário injetar dinheiro a partir do Orçamento de Estado e dos municípios. O mesmo sucederá com as empresas privadas de transporte, que terão de ser compensadas pela quebra nas receitas dos passes e aumento do volume de passageiros.
Depois de focarmos alguns custos diretos, teremos os custos indiretos, que estão essencialmente centrados na perda de receitas do Estado, mas também existem alguns a ser suportados pelos privados que atua no setor da mobilidade.
Em primeiro lugar, se os portugueses aderirem a sério ao transporte público todo o setor automóvel irá ressentir-se fortemente. Não só a venda de carros tenderá a cair, como numa primeira fase o consumo de combustíveis tenderá a cair fortemente e manterá a queda, as receitas de portagem e ocupação da via pública cairão, assim como a necessidade de manutenção dos veículos tenderá a baixar. Depois diminuirá progressiva e marginalmente o setor segurador automóvel, a necessidade de inspeção e a receita com o imposto de circulação e automóvel também se ressentirá. Portanto, o Estado terá de compensar uma importante quebra de receitas, essencialmente devido à quebra no imposto sobre produtos petrolíferos, dado que o aumento do consumo pelos transportes públicos não compensará de forma alguma a forte quebra.
Como o mundo não é só feito de ameaças, no meio de tudo isto surgirão algumas oportunidades e estamos a lembrar-nos da mobilidade suave, das transportadoras privadas de pequena escala (uber; táxi; cabify; etc.), dos carros partilhados e outros novos meios de mobilidade que serão complementares ao transporte público e até ao individual.
Do lado da externalidades positivas, teremos como é claro melhor ambiente, as estradas ficarão limpas para os transportes públicos e para quem verdadeiramente precisa delas (melhor circulação de pessoas e bens), a velocidade das deslocações será superior, logo teremos hipótese de ser mais pontuais e acima de tudo ganhar tempo para outras tarefas e para nós.
Enfim, se esta mudança for um sucesso (geralmente somos radicais e exemplo no que toca mudar para melhor), seguramente que os nossos futuros herdarão um Portugal mais limpo, com melhor ambiente e qualidade de vida, e por conseguinte, com uma economia mais saudável e próspera.
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Chegar velho a velho..
Mas com a mania que se novo!
Conhecem? Pois, eu conheço!
E com a mania de infernizar a vida aos mais novos!
Até literatura da especialidade leem e mostram com pompa e circunstância para demonstrar aos demais o quão novos são.
Estas pessoas não percebem a essência.
Efetivamente a idade real do ser humano não tem só a ver com a sua idade cronológica e com os seus problemas físicos e de saúde (embora estes pontos sejam muito importantes e bastante condicionantes), mas sim com o espírito e a atitude perante a vida e o mundo que nos rodeia.
Agora, esta última parte não precisa de ser provada por quem quer que seja. Isto é um estado de alma, reconhecido implicitamente pelo mundo, não precisa de ser declarado, constantemente sublinhado e reconhecido (à força) por terceiros.
Isso quanto a nós torna a pessoa cansativa e mais velha do que as demais, é bimbo, e é até um pouco patológico, pois nalguns casos trata-se de ter a mania de que se é novo, quando na verdade se é velho de todas as maneiras!!!
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Relação com o dinheiro..
Onde gastar o dinheiro?
Futebol, mulheres e vinho verde, como diz a máxima popular?
Casas, carros e outro património mobiliário?
Gastar ou não gastar?
Consumir, poupar ou investir?
Viver a gastar ou viver para não gastar?
Muitas perguntas, outras tantas respostas, mas diríamos que o importante é viver, fazendo com responsabilidade e sem necessidade de intervenção/ajuda de terceiros.
Agora, há aquele desvio na gestão das finanças que já não é viver…
Não há umas férias, não há uma viagem digna desse nome, uma experiência fora da caixa... sei lá um bom vinho... não há memórias a não ser as clássicas, porque se decidiu viver uma vida excessivamente frugal e projetar a sua própria vida tendo por base a gestão feita por terceiros.
Digamos que falamos de casos em que há uma obsessão pela poupança, muitas vezes por imitação de modelo ou com objetivo de atingir patamares que outros (próximos) atingiram (exemplos de vida), para depois provar no círculo mais fechado que se pode gastar e/ou dar. Uma maneira de princípio humilde de viver a vida, com base no trabalho e poupança, mas que tem uma vontade contrária por detrás, a vontade de se fazer grande perante amigos e familiares.
Posto isto, importa dizer que a poupança, se saudável, não deve ser diabolizada, é muito importante, mas não deve é ser doentia e ser utilizada para fins desviantes. A poupança deve representar segurança para a vida (para uma situação de emergência pessoal, familiar ou de um amigo mais chegado), mas também com objetivo de ter capacidade de consumo ou investimento futuro (tendo em conta um plano mais ou menos estabelecido de vida), pode ainda (sem ser doentio) ter objetivo de deixar um legado de arranque para os filhos.
Em síntese, para todos aqueles que podem (infelizmente muita gente no nosso país não o consegue fazer) devem poupar de forma saudável, não vivendo obcecados por isso. Aproveitem a vida dentro dos possíveis e racionalidade, trabalhem e poupem, mas consumam sem serem consumistas, satisfazendo vontades e necessidades, viagem, experienciem, invistam, corram riscos…
VIVAM!!!
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Sobrevivente..
O título podia apontar para escrever, por exemplo, sobre as aventuras de Bear Grylls, o famoso survivor que já passou nos mais variados formatos e canais na nossa televisão, mas o que me leva a escrever é mais sobre o “nosso mundo”, pese embora estes episódios sejam uma inspiração direta e indireta como é possível, no caso, contornar os elementos, a mãe natureza.
Dizer que este nosso blog, Resiliência, aponta neste sentido, na capacidade de resistir às adversidades da vida. Viver o bom e o mau quase de igual forma, de peito aberto, preparados para ser feliz, mas também para sofrer quando é preciso.
A vida não é cor-de-rosa, sempre, prega-nos partidas e não espera que estejamos preparados para dar resposta à altura.
Às primeiras adversidades, surpresas e rasteiras é natural não reagir bem ou reagir mesmo de forma errada, mas o tempo e a experiência dão-nos calo suficiente para olhar a realidade e ir dando respostas mais adequadas.
Calma, sangue frio, uma boa dose de inteligência, nomeadamente emocional, ajudam-nos a não perder o controlo, a não cometer erros estúpidos, e a superar os cumes que se nos atravessam.
O estado físico e mental, bem como as capacidades detidas ou já demonstradas a estes níveis ao longo da vida, são normalmente bons indicadores para termos uma ideia se conseguimos ou não superar as adversidades. O atleta que nunca abandonou uma corrida, mesmo que abalado pelo cansaço, pelos elementos, pelos desincentivos de vária ordem, dificilmente desistirá de uma “luta” na vida.
Se a estes estados juntarmos um espírito competitivo e combativo, queremos que estão reunidos os ingredientes, para mais cedo ou mais tarde, as mais difíceis “batalhas” que se apresentam serem superadas.
Foquem-se em coisas positivas.
Contra ataquem pela positiva e nunca com os meios baixos que terceiros possam utilizar.
Transformem pontos fracos em fortes, fraquezas em forças, ameaças em oportunidades.
Procurem suporte, mas se necessário lutem sozinhos com todas as forças.
Não se deixem vencer pelo cansaço.
Sejam resilientes!
Sobrevivam!
Vençam!
terça-feira, 9 de outubro de 2018
Popular ou popularucho
Todos nós, mesmo sem o saber o perceber as diferenças, já lidamos com estas duas castas.
Embora relativamente fáceis de encontrar, os mais incautos podem ter dificuldades em distingui-los.
Temos a/o popular, isto é, aquele tipo de pessoa que pertence ao povo, que é sua parte integrante e reconhecido por este (como, por exemplo, um verdadeiro líder deve ser reconhecido) e que é do agrado do povo ou de um conjunto alargado de pessoas. Por outro lado, aquele tipo de pessoa que imita o que é popular, ou seja, a/o popularucho/a.
Segundo o dicionário Priberam, o popularucho também pode ser considerado vulgar e até pessoa de baixa qualidade.
O popularucho procura agradar, mostra-se, quer que os outros gostem de si e das suas pretensas qualidades e feitos.
O popularucho impõe-se, quer ser reconhecido e não é natural e espontaneamente reconhecido pelos outros.
Se necessário até de tapete faz. Está disposto a quase tudo, ainda que forma dissimulada, para ser tal qual um popular.
Na minha vida tive o azar de me cruzar de perto com alguns destes espécimes…
…infelizmente descobri com o tempo que dois ou três gravitam bastante perto de mim…
Miséria a minha!
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
Montadito II
Ainda a conversa de um amigo que aqui relatei há dias, por ter tanto de rocambolesca como até de perigosa, desde logo porque o desfecho é imprevisível...
«... e tal, parece que me querem fazer de mim montadito em vários planos. Não só a nível familiar e das amizades, mas também a nível profissional. Existem ligações entre as diversas partes, num sistema de vasos comunicantes, orquestrado por uma ou duas mentes desviantes e com a colaboração de outras oportunistas, que me querem silenciosamente prejudicar, mas acima tudo querem que eu próprio me prejudique, ao ponto de ter de pedir ajuda médica especializada.
Os meus carrascos passam-se por meus melhores familiares/amigos/colegas, aproveitando essa pretensa proximidade para me apunhalar descaradamente nas costas ou por simplesmente na praça pública denegrir a minha imagem.»
Mais acrescentou, «que tudo se resolveria se uma das mentes desviantes por detrás da arquitetura do plano, tivesse coragem para uma vez por todos se assumir e de assumir aquilo que quer da vida, de assumir também as suas imperfeições. Isso passa por, nos momentos de decisão e de emitir opinião, não as omitir ou fazer aquele papel de passa responsabilidades, que se vêm mais tarde a transformar-se em culpas...»
Dizia ainda que «a vida é feita de escolhas e não de não decisões e de javardos e calculistas linchamentos públicos.»
... na sequência da conversa, disse-lhe, quanto mais te querem isolar e prejudicar, mais forte te farão (no sentido positivo, pois só esse interessa) e te conduzirão a um desfecho benévolo. Pois, por detrás das tuas distrações, erros, omissões e defeitos, está um coração bom, que não age no sentido malévolo, que erra, que tal como os outros o são, deveria ser chamado, de quando em vez, à razão. Uma pessoa que faz escolhas, que podem ou não agradar a terceiros, e que cada vez mais as assume perante o mundo.
O mundo, ou pelo menos parte dele, quando acordar, perceberá o tremendo excesso e injustiça que está a cometer, dar-te-a mão para voltares a caminhar..
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Pecados vs Virtudes
Os 7 pecados mortais e a virtude oposta:
Soberba – Humildade
Avareza – Generosidade
Luxúria – Castidade
Inveja – Caridade
Gula – Temperança
Ira – Paciência
Preguiça – Diligência
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
Montadito..
Conversa de um amigo há dias atrás :
"... e quando te apercebes, ao fim de um tempo largo, que andas a ser montado... e se durante algum tempo tínhas dúvidas, agora não resta nenhuma... tipo cenário de filme, com argumento, personagens, realizadores, produtores..."
terça-feira, 21 de novembro de 2017
Objetivos económicos..
Diminuir o défice;
Diminuir a dívida;
Diminuir os impostos;
Diminuir o desemprego;
Diminuir o consumo;
Diminuir o crédito;
Subir o crescimento;
Subir o superavit comercial;
Subir o investimento;
Subir a poupança
Subir os salários (nomeadamente o salário mínimo).
11 objetivos de curto/médio prazo ou, se preferimos, meras lapalissadas!
domingo, 19 de novembro de 2017
Atenção à subida das taxas de juro
Primeiro foi a Comissão Europeia, depois o ministro
Centeno, agora os diversos comentadores vêm-nos alertando para uma
realidade de curto/médio prazo: a subida das taxas de juro.
Muita gente (famílias e empresas) aproveitou os anos de juros baixos para contrair empréstimos, especialmente à habitação.
Em
muitos casos, o clima de taxas funcionou como uma oportunidade única
para consumos e investimentos que doutra forma não seriam realizados.
O
problema é que em muitos casos não se contou e as pessoas não foram
suficientemente informadas e esclarecidas, que ao longo da vida dos
empréstimos as taxas de juro pudessem vir a subir.
Muitos
destes empréstimos foram contratados com spreads (remuneração dos
bancos) em valores record, pelo que a estes se somarão as taxas de juro
em crescimento… uma verdadeira tempestade perfeita!
Muitos jovens, na sua vida económica ativa, nunca enfrentaram tal desafio.
Esta
realidade apanhará desprevenidos aqueles que vivem no limite das suas
capacidades com os juros baixos e irá colocar em dificuldades aqueles
que vivem mais francos em face da folga criada pelas baixas taxas de
juro.
Apesar do crescimento, que certamente
trará algum fermento aos salários, quebrados pelo crescimento da
inflação e, fundamentalmente, pelo crescimento dos juros, os próximos
anos serão sombrios no que toca a rendimento disponível para as
famílias, mas também para as empresas e até para o Estado.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
VAR
Mais conhecido por vídeo arbitro, o VAR está a fazer correr muita tinta dentro e fora de portas.
Na liga alemã, o responsável pelo VAR foi despedido por estar a favorecer um clube especifico.
Por
cá temos tido polémica quanto baste, com apagões, desligamentos,
intervenções e não intervenções duvidosas, assim como impossibilidade de
intervenção por decisão prévia (errada) do árbitro.
Não somos especialistas em VAR, arbitragem, ou regulamentação desportiva, mas somos pela defesa da verdade desportiva.
Virá este VAR contribuir para a verdade desportiva ou adensar ainda mais a confusão, com a criação de novos casos, novas polémicas?
Ainda é cedo para retirar conclusões, até porque, há que dizê-lo, algumas das intervenções na nossa liga foram positivas, isto é, sem o VAR os árbitros tinham errado.
Mas uma coisa é certa, onde existir intervenção humana, haverá sempre a possibilidade de erro involuntário ou deliberado. A mais-valia desta solução será mitigar a existência de erros, não acabar com eles.
domingo, 5 de novembro de 2017
Um elogio à poupança
Já
sobe a égide do dia mundial da poupança, o Governo decidiu acabar com
um dos raros estímulos/prémios a quem reserva parte, consegue fazê-lo, à
poupança. Acabou com o certificados de tesouro poupança mais.
A
partir da agora, qual é o incentivo que o português tem à poupança, com
os depósitos pelas ruas da amargura e os certificados do estado a
devolver quase nada em troca da imobilização do capital?
Estará o Estado a querer incentivar o consumo e investimento?
Só
pode porque o português médio tem um perfil avesso ao investimento em
ativos de risco e os riscos mais conhecidos/próximos (p.e. bolsa
nacional) não são interessantes.
Que papel é o do Estado nesta matéria afinal?
Daqui
só podemos fazer um elogio àqueles que, apesar de tudo, continuam a
poupar, e assim libertar meios para que outros possam investir/consumir
e, fundamentalmente, assim contribuem para uma economia mais
equilibrada.
Cadê o incentivo à poupança? Cadê??????
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Não poupar é mau, não poupar e recorrer ao crédito é pior
«Portugal
é, dos países europeus, um daqueles em que a taxa de poupança é mais
baixa, mesmo quando os rendimentos das famílias aumentam. As baixas
taxas de juro podem explicar parcialmente uma tendência para o
decréscimo da poupança, mas não explicam que, com semelhantes taxas, a
poupança em Portugal seja muito inferior à de congéneres europeus. Está
tudo de certa maneira ligado. Somos relativamente mais pobres que outros
países, temos porventura uma maior aversão ao risco e a aplicações no
mercado de capitais, por natureza mais volátil, e quando as remunerações
de depósitos ou de ativos com pouco risco é baixa, gastamos e não
poupamos. Esta a racionalidade económica individual, compreensível, mas
que já nos trouxe problemas no passado e que poderá voltar a trazer no
futuro se não tomarmos as devidas cautelas». («Portugal 2020: os limites
racionalidade individual»; Paulo Trigo Pereira in Jornal Observador)
Portanto, sobrevalorizamos o consumo presente em detrimento do investimento e/ou consumo futuro.
Mas
mais grave foi a situação que vivemos no passado, em que há baixa taxa
de poupança se somava um elevadíssimo recurso ao crédito, nomeadamente
ao consumo. A crise teve pelo menos esse mérito, levou os privados
(empresas e famílias) a recorrer menos ao crédito e inclusive a encetar
um processo de desalavancagem (redução do volume de crédito)
assinalável.
É caso para dizer que não poupar é mau, não poupar e recorrer ao crédito é pior!
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Emoções
Depois
de um Presidente dos afetos, de um Primeiro-ministro arrependido por
não exteriorizar as suas emoções devidamente e de uma ministra que no
seu descontrolo governativo nos inundou com suas emoções, eis que os
últimos dias nos trouxeram um prémio nobel da economia com um trabalho
na área da economia comportamental.
Richard Thaler considera que as decisões são por vezes irracionais, impregnadas de emoções, isto é, «os humanos
não são seres perfeitamente racionais, mas antes pessoas com emoções,
impulsos, problemas de autocontrolo, entre outras características
puramente… humanas. E como são as pessoas que fazem a economia, Thaler
sempre defendeu que deveria existir uma outra forma de a pensar também». (ler mais aqui).
Depois
de anos de crise, em que a racionalidade esteve na ordem do dia, eis
que as emoções parecem conquistar terreno e assumir o papel central.
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Estado inexistente
Muito se tem falado nos últimos anos da necessidade de reavaliar as funções do Estado e de encurtar as suas dimensões.
Assim o fomos fazendo, encurtando umas vezes por necessidade outras por escolha política, mais ou menos sustentada.
Fecharam-se
centros de saúde, escolas, tribunais, serviços de finanças, postos de
vigilância de florestas, linhas de caminhos de ferro, tudo e mais alguma
coisa que cheirasse a Estado. Como contrapartida construíram-se
estradas e autoestradas, para que o interior fugisse mais rapidamente
para a cidade e que os da cidade fossem passar os seus tempos livres ao
interior, construíram-se zonas industriais, aeroportos e outras
infraestruturas públicas condenadas ao insucesso, verdadeiros elefantes
brancos, que contribuíram, e muito, para engordar o mostro da dívida.
Abandonaram-se
por necessidade ou opção as políticas de ordenamento do território, de
combate à desertificação do interior e apoiou-se o extremo polarizar do
litoral.
Com este conjunto de medidas ou omissão delas, o Terreiro do Paço esqueceu e desertificou o interior.
Nos
últimos meses, depois de tudo o resto, para muita gente sumiram as
casas, os animais, as terras, as culturas… sumiu o pouco que ainda
fixava gentes ao interior.
Sumiu a esperança no interior.
O
Estado que temos hoje, resultado de anos afio de políticas erradas,
está em muitas das vertentes para lá do mínimo, trata-se de um Estado
inexistente no que respeita ao interior. Aquilo que sucedeu nos últimos
tempos é prova disso e só não vê quem não quer ver. Exceção feita à
administração local (parca em recursos e competências) pouco ou nada
resta… restam os helicópteros e canadairs que em última instância vêm de
longe e a peso de ouro apagar aquilo que é impossível apagar.
sábado, 21 de outubro de 2017
As 3 escolhas: défice; reversões; descativações
O
Governo perante a margem orçamental, que escrevem os entendidos,
ascende a 1.000 milhões de euros, desde logo, pode fazer três coisas:
Em
primeiro lugar, pode atacar o controlo do défice, reduzindo-o de forma
mais agressiva e rápida, procurando reduzir por essa via a dívida;
Em segundo lugar, reverter a austeridade dos últimos anos sobre os funcionários públicos, pensionistas e contribuintes;
Por
fim, aliviar a política de cativações aplicadas aos orçamentos dos
serviços, que tanto prejuízo têm causado aos bens e serviços públicos
que são fornecidos aos cidadãos.
A
opção por esta ou aquela alternativa, ou duas delas em simultâneo, tem
claramente um custo pesado de oportunidade. São escolhas difíceis de se
fazerem, mas que têm de acontecer.
Se fosse governo optava por equitativamente levar as três por diante, dando um 1/3 da importância a cada uma delas.
Por
último, mas com prioridade cimeira, é preciso não esquecer que é neste
contexto que tem o Governo de encontrar fundos para a reforma da
floresta e prevenção e combate efetiva aos incêndios. Perante esta
necessidade, abdicaria sem dúvida de levar por diante um controlo tão
efetivo do défice.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Santana ou Rio?
Como
o diabo se escondeu ou fugiu e, como tal, não está cá para escolher,
pensamos que será relativamente irrelevante ser um ou o outro a chegar à
liderança do PSD.
Com os dados conhecidos e com aqueles que se
estimam para os tempos vizinhos, as próximas eleições legislativas serão
ganhas por António Costa, restando saber qual a dimensão da sua maioria
e da consequente necessidade de revigorar ou não a gerigonça.
Neste
cenário, restará ao próximo líder do PSD ser igualmente o líder da
oposição, um papel que em teoria, tendo em conta que falta 2 anos para o
fim da legislatura, durará 6 anos (2+4).
A
menos que algo muito estranho e/ou grave aconteça entretanto, quem
aguenta 6 anos de oposição? Sem poder? Com uma agenda limitada e
essencialmente em torno da estabilização interna do partido?
Arrisco
escrever que quem quer que seja o próximo líder do PSD, não chegará a
assumir o papel de primeiro-ministro e que apenas chegará ao governo da
nação num cenário, remoto, de bloco central.
O
seu principal papel será o de estabilização, de refundação até do
partido e de preparação do terreno para um novo líder, esse sim capaz de
entrar na luta pela conquista do poder.
Uma coisa é certa, sendo Santana teremos talvez oportunidade de ler um segundo volume do livro Percepções e Realidades!
terça-feira, 3 de outubro de 2017
O fim, mais do que anunciado, de uma era..
Quando
alguém se alimenta da crise, dos problemas e das dificuldades vigentes,
tem dificuldade em virar a página, de passar para uma nova fase.
Isso acontece no nosso país, com a liderança de Passos Coelho a não conseguir sair do discurso que o motivou nos anos da troika.
Já aqui escrevemos sobre a falta de esperança que Passos Coelho e a sua encoraje representavam para o país, um beco sem saída.
Há muito que o povo português está cansado do seu discurso.
As pessoas pedem, precisam de esperança, de uma nova onda que lhe traga ânimo para construir o futuro.
Goste
ou não se goste, com mais ou menos embalo da cena internacional e do
turismo, é esse ambiente esperançoso que a geringonça foi criando ao
longo dos meses.
Os resultados estão à vista. Podiam ser melhores? Talvez, mas o que temos destoa do ambiente vivido já neste século.
O fim da era passos coelhista chegou, as últimas eleições autárquicas só o vieram confirmar de forma truculenta.
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Sobre a “crise” na AutoEuropa
"Orgulho-me
de ter sido membro de uma CT que começou numa fábrica com 144 pessoas.
Saí de lá com 4 mil, contrariamente a muitos sindicatos que entraram com
11 mil trabalhadores e saíram com ninguém, como na Lisnave, CUF ou
Quimigal" - afirma (ao Negócios de 30 de Agosto) António Chora.
Que mais há dizer, quando o ex-líder da comissão de trabalhadores diz isto.
Uma dança da chuva, que mais não serve do que para levantar poeira.
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
A política da verdade vs. a da ideologia em Cavaco
«Para Cavaco o conceito de verdade é o da sua verdade, a que lhe dava
jeito em cada momento. Quanto a ideologia, era a sua, a Dele próprio, a
do eucalipto que secava tudo para sobreviver. E a política, para lá de
ser a arte do compromisso, é diariamente um exercício de sobrevivência.
Tenho a certeza que Cavaco Silva será um excelente professor, um mestre
esfíngico dos silêncios que tem tudo a ensinar.»
Rui Calafate dixit
17/08/2017
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Passos e a ferrugem
«Passos está convicto de que tem razão e é disso
que se forjam os políticos. É certo que os homens de ferro são muitas
vezes afectados pela ferrugem, de que normalmente não se dão conta».
Dixit Fernando Sobral | 15 de agosto de 2017 às 19:15 | http://www.jornaldenegocios. pt/opiniao/colunistas/ fernando-sobral/detalhe/nao- vou-render-me?ref=HP_ Destaqueopiniao4
domingo, 16 de julho de 2017
Abaixo as cativações
As cativações orçamentais emergiram de assunto de somenos importância para a ribalta mediática e assumiram um papel central na trica política. Representam este ano, perto de mil milhões de euros (ou seja, cerca de 0,8% do orçamento de despesa).
Tricas políticas à parte, assim como desconhecimentos daqueles que dizem ter aprovado um orçamento diferente, as cativações não são, quanto a nós, mais do que uma artimanha usada por sucessivos governos para mascarar o mau planeamento, a má orçamentação e deixar alçapões no importante documento para manobras imprevistas de última da hora.
Se o processo de planeamento e em concreto o processo orçamental fosse rigoroso, obedece-se a critérios e objetivos estáveis, precisos e previamente estabelecidos, a 01 de janeiro de cada ano teríamos um orçamento livre de cativações, um exercício sobre a realidade, um exercício real sobre aquela que irá ser a execução financeira do ano económico, por conseguinte, um documento útil à gestão.
Do ponto de vista técnico sou contra as cativações pelo que ficou dito, mas também porque as cativações orçamentais são muitas vezes cegas, levam a empolamento dos orçamentos ou a restrições excessivas e criam uma discricionária atrofia no momento em que é necessário proceder à descativação, não só pelo forma e demora comum no processo, mas por serem alvo de uma análise e decisão de uma pessoa (ministro das finanças).
sábado, 1 de julho de 2017
Suicídios
«Invocar suicídios fictícios, para tirar dividendos políticos, é o grau zero da política. Já nem é política.»
In Jornal de Negócios
02 de julho de 2017
02 de julho de 2017
sexta-feira, 31 de março de 2017
Sold!
Hoje
é o dia da venda. O dia da venda do Novo Banco, que mais não é do que
aglomerado dos melhores dos maus despojos do velho banco, o BES.
É
um bom negócio para o Estado e para o país? Não sei e acho que ninguém
sabe. Talvez daqui por uns anos seja mais claro que sim ou não.
Há
riscos, já conhecidos e dissecados na comunicação social, especialmente
agravados pelo posicionamento da Comissão Europeia, penalizadora da
nossa posição.
Mas,
apesar de tudo, quando se chegou a temer que não seria possível vender,
que ninguém queria o banco, que todas as soluções eram más, este acaba
por ser um dia positivo. Uma vitória para o país e para o Governo.
O banco foi vendido à última hora, mas foi vendido.
Talvez tenham sido as melhores condições, mas foi vendido. Pode agora caminhar pelo seu próprio pé.
É um risco que temos de assumir de as coisas poderem correr mal, mas podem correr bem e aí valeu a pena.
Em
síntese, penso que demos hoje um grande passo do ponto de vista da
sustentabilidade do sistema bancário, com futuro impacto económico e
financeiro.
Adeus Novo Banco! Adeus BES!
sábado, 25 de março de 2017
Distribuir sem crescer
“As
atenções (e despesas) foram concentradas na formulação de um modelo de
distribuição, como se ainda houvesse modelo de desenvolvimento. Não se
distribui o resultado do crescimento, distribui-se dívida como se fosse
crescimento.”
Joaquim Aguiar dixit in Jornal de Negócios
domingo, 19 de março de 2017
Os servis..
Quem não se cruzou já com esta subespécie da raça humana? Sim, uma raça comumente encontrada nos locais de trabalho.
Vão dos mais subtis, até ao mais descarado e irritante.
Vão daqueles que mantém alguma dignidade, àqueles que se transformam em tapete.
Aos
seus superiores e superiores afins, dirigem-se com respeitosos
tratamentos, que vão do mero Sr. Dr. ao Exmo. Sr. Dr. ou mesmo V.Exa…
Se
há personagem merecedoras de tal tratamento, e aqui estou-me a lembrar
de um Presidente da República ou 1.º Ministro, pelo cargo que ocupam,
noutros casos a sua utilização são o primeiro e alarmante sinal de um
comportamento servil.
O
servilismo, se assim o podemos chamar, chega a ser nojento e é quase
sempre uma fonte de competição desleal.. quem não é servil e, mais,
pratica o culta da independência e um certo distanciamento, em contexto
de servilismo, parte atrás na grelha de partida.
Trata-se
de uma caraterística muito portuguesa, que apesar de ser hoje menos
vulgar, ou visível talvez, ainda abunda por esta terras.
Abaixo o servilismo!
quarta-feira, 15 de março de 2017
Raposa no galinheiro!
«Nomear um fiscalista com o passado e o futuro de
Paulo Núncio para mandar na Autoridade Tributária é a mesma coisa de que
meter uma raposa no galinheiro. A raposa pode prometer ser vegetariana,
mas no final do dia o seu instinto prevalecerá.»
Manuel Carvalho dixit in Público
quarta-feira, 8 de março de 2017
A ameaça/oportunidade europeia
Depois
do inesperado BREXIT e inacreditável eleição de Trump, aproximam-se
agora as perigosas eleições na Holanda, França e Alemanha.
Não
sabemos que Europa irá resultar destes atos eleitorais, mas como vão
adiantando as sondagens e os media, há uma forte possibilidade de
viragem à direita.
O
perigo destas potenciais viragens à direita, de cariz populista, é
trazer a si amarrada a intenção de saída do euro e, mais do que isso, a
saída da própria União Europeia.
Apertem
os cintos, a primeira eleição, na Holanda, é já dentro de dias.
Segue-se a França e lá mais para o fim do ano a Alemanha.
Se o pior acontecer (é plausível de suceder, tal como ocorreram os fenómenos BREXIT e Trump), Portugal terá muito a perder.
As
ondas de choque do caminho para a desagregação europeia, o regresso dos
nacionalismos e os estados europeus a fecharem-se sobre si mesmos,
serão naplan sobre a economia, acesso aos mercados financeiros e sobre a
sociedade.
Depois de um primeiro forte impacto, Portugal terá algumas oportunidades.
Desde
logo, apesar da sua solução governativa portuguesa não ser brilhante,
tem mostrado estabilidade e cumprido aquilo que é exigível. Uma solução
que não tem cedido a populismos e que é já estudada e tida como exemplo
por outros países.
Por
outro lado, alguns investimentos poderão ser canalizados para o nosso
país, onde a segurança, a qualidade e baixo custo da mão de obra são
abundantes.
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