As
notícias em torno dos SMS da Caixa Geral de Depósitos, mas
especialmente os ataques da oposição ao ministro das finanças sobre este
tema estão a tornar-se doentios e demonstram uma subcapa (senão mesmo
capa) da política nacional.
Uma
política centrada em mexericos, em casos e outros acontecimentos muito
específicos, que embora tenham o seu interesse, não justificam que os
principais políticos, os partidos, o parlamento, media e o país em geral
se detenha sobre eles semanas a fio.
Para
nós, prolongar casos como o dos SMS, por estar envolvido o ministro das
finanças e, simultaneamente, por estar o país como está em matéria de
economia e finanças, são de enorme irresponsabilidade. Seja que partido
for, não está aqui em causa a cor partidária, mas sim o senso de
perceber que o caso não justifica que a credibilidade financeira (pouca
como sabe) nacional seja mais uma vez colocada em causa.
Não
estou a falar de um silenciamento e que os assuntos não possam ser
analisados e debatidos. Considero é que se pode fazer uma abordagem
inteligente, estratégica aos temas, de forma a não prejudicar a imagem
nacional já tão beliscada e em processo de regeneração.
Já
para não falar que, por vezes, se discutem episódios de menor
relevância, face outros, como é o caso da recente notícia da fuga de
capitais para offshore, de superior importância.
Não
sei se Centeno tem sido, é e ficará para a história como um bom
ministro das finanças. Não sei se é mentiroso, habilidoso com os números
ou não.
Sei que a história no médio longo prazo trará clarividência sobre o seu trabalho e do governo nestas matérias.
Para já tem tido um mérito, tem cumprido ou superado as metas fixadas, assim como as expetativas internacionais.
Sinceramente,
para o bem de todos, espero que estejamos perante o melhor ministro das
finanças da democracia e/ou da nossa história.
Merecemos, pelo esforços que temos feito, essa sorte!